July 2, 2018 / 4:26 PM / 3 months ago

Mortes no Mediterrâneo ultrapassam 1 mil em 2018 devido a aumento de travessias

GENEBRA (Reuters) - Mais de mil pessoas se afogaram no Mediterrâneo neste ano ao rumarem da Líbia para a Europa, e um aumento súbito de travessias para evitar uma esperada repressão sendo pela União Europeia foi visto nos últimos dias, disse a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na noite de domingo.

Migrantes resgatados de pequenos botes no Mediterrâneo chegam ao porto de Motril, na Espanha 25/06/2018 REUTERS/Jon Nazca

Cerca de 204 pessoas morreram nos últimos dias depois de serem colocadas por traficantes de pessoas em embarcações inseguras, 103 desapareceram em um naufrágio na sexta-feira e outras no domingo, quando um bote de borracha naufragou a leste de Trípoli e deixou 41 sobreviventes.

    “Há um aumento alarmante de mortes no mar no litoral da Líbia”, disse o chefe da missão da OIM para a Líbia, Othman Belbeisi, em um comunicado. “Os traficantes estão explorando o desespero dos imigrantes para irem embora antes de novas operações repressivas às travessias do Mediterrâneo por parte da Europa.”

    O fluxo de imigrantes diminuiu desde o pico de 2015 —o número de pessoas que tentam a viagem perigosa a partir do norte da África caiu de centenas de milhares para dezenas de milhares. A outra rota principal, da Turquia para a Grécia, usada por mais de um milhão de pessoas em 2015, foi interditada em grande parte dois anos atrás.

    O porta-voz da OIM, Leonard Doyle, disse que o aumento dos últimos dias pode se dever a fatores como o clima e o fim do Ramadã.

    “Mas também existe um reconhecimento mundial, creio, de que a União Europeia está começando a administrar o processo melhor, então talvez estejam igualmente tentando aproveitar enquanto podem. Os traficantes de pessoas sempre colocarão o lucro antes da segurança.”

    Apesar do crescimento das mortes nos últimos dias, o número de pessoas desaparecidas no mar até agora no ano é menos da metade do que foi registrado a esta altura em 2017. Mas a jornada por terra através do Saara e depois pelo Mediterrâneo continua sendo a rota imigratória mais fatal do mundo, e tão polarizadora quanto sempre na política europeia.

    Partidos anti-imigração de direita assumiram o poder na Itália no mês passado, estão consolidados nos ex-países comunistas do centro da Europa e conquistaram assentos no Parlamento alemão pela primeira vez desde os anos 1940 no ano passado.

    No domingo, o ministro alemão do Interior, Horst Seehofer, ofereceu sua renúncia devido às propostas para a imigração trazidas de Bruxelas pela chanceler Angela Merkel, provocando dúvidas a respeito da sobrevivência de seu governo já frágil.

Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702 REUTERS AC

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