August 13, 2018 / 11:36 PM / 3 months ago

Trump sanciona projeto de defesa com medidas mais brandas sobre China

Presidente dos EUA, Donald Trump 13/08/2018 REUTERS/Carlos Barria

FORT DRUM, Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um projeto de lei de defesa na segunda-feira de 716 bilhões de dólares que autoriza gastos militares e inclui controles mais brandos sobre contratos do governo dos EUA com as chinesas ZTE Corp e Huawei Technologies CO Ltd.

Trump assinou a lei na base do Exército Fort Drum em Nova York em seu caminho de volta a Washington, após férias de 12 dias em seu clube de golfe em New Jersey. O projeto de lei foi nomeado em homenagem a um dos críticos políticos de Trump, o doente senador norte-americano John McCain, do Arizona, mas Trump não mencionou McCain por nome.

McCain disse em comunicado estar “honrado” do projeto de lei ter sido nomeado em sua homenagem, acrescentando que o projeto irá responder “uma crescente gama de ameaças”.

Embora Trump tenha dito que o projeto de lei é “o investimento mais significativo em nossas forças militares e combatentes na história moderna”, os três primeiros orçamentos de defesa do presidente Barack Obama foram maiores, quando ajustados pela inflação, de acordo com Todd Harrison, do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede em Washington.

BRANDO COM A CHINA

Alguns parlamentares queriam usar o projeto de lei para reinstaurar duras sanções sobre a ZTE por enviar ilegalmente produtos ao Irã e à Coreia do Norte, mas as restrições presentes na versão final da Lei de Autorização de Defesa Nacional que foi aprovada no Congresso eram mais brandas que em versões anteriores do projeto de lei.

Trump suspendeu um banimento anterior de venda de bens de companhias norte-americanas para a ZTE, permitindo que a segunda maior fabricante de equipamentos de telecomunicações da China retomasse operações, deixando o presidente em desacordo tanto com parlamentares republicanos, quanto com democratas.

Líderes de agências da inteligência dos EUA disseram estar preocupados que a ZTE, a Huawei Technologies e outras companhias chinesas devem favores ao governo chinês ou ao Partido Comunista, aumentando o risco de espionagem.

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