August 15, 2018 / 10:34 AM / a month ago

Ataque do Taliban contra posto militar afegão mata dezenas de membros das forças de segurança

CABUL (Reuters) - Um ataque do Taliban a um posto militar na província de Baghlan, no norte do Afeganistão, matou nesta quarta-feira 44 policiais e soldados afegãos, informaram autoridades provinciais, à medida que os insurgentes mantêm a pressão sobre as forças do governo.

Membro das forças de segurança do Afeganistão em local de ataque do Taliban em Ghazni 15/08/2018 REUTERS/Mustafa Andaleb

O ataque, que ocorreu enquanto a cidade central de Ghazni se esforça para se recuperar de cinco dias de intensos combates, ressaltou o quanto os insurgentes têm pressionado as forças de segurança locais.

O Ministério da Defesa confirmou o incidente na manhã desta quarta-feira, mas não deu detalhes. Autoridades da região disseram que 9 policiais e 35 soldados foram mortos no mais recente ataque de uma série que matou dezenas de membros das forças de segurança em todo o país.

O porta-voz da Taliban, Zabiullah Mujahid, disse que o grupo atacou uma base militar e dois postos de controle em Baghlan, matando 70 membros das forças de segurança afegãs e tomando veículos blindados e munição.

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão pediu que os combates parem, dizendo que cerca de 150 civis foram mortos em Ghazni, onde o hospital público está superlotado e o fornecimento de água e eletricidade foi cortado.

“O extremo sofrimento humano causado pelos combates em Ghazni destaca a necessidade urgente de que a guerra no Afeganistão termine”, disse o principal funcionário da ONU no Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, em um comunicado.

O Taliban, que lançou seu ataque Ghazni na sexta-feira e lutou contra forças afegãs apoiadas por ataques aéreos dos EUA no meio da cidade por dias, disse que seus combatentes se retiraram para evitar mais destruição.

“Eles estavam enfrentando uma grave escassez de alimentos e água potável, uma vez que o fornecimento de energia também foi suspenso há dois dias”, disse por telefone um comandante do Taliban, que não quis se identificar.

Reportagem adicional de Jibran Ahmad em Peshawar

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