March 13, 2019 / 3:15 PM / 6 months ago

Venezuela busca restaurar energia em meio a saques; China oferece ajuda

CARACAS/MARACAIBO, Venezuela (Reuters) - O governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, lutou nesta quarta-feira para restabelecer o fornecimento de energia no oeste da Venezuela, após grandes saques afetarem a segunda maior cidade do país e à medida que a China se ofereceu para ajudar a nação a pôr fim ao pior blecaute de sua história.

Homem carrega galões de água em La Guaira, na Venezuela 13/03/2019 REUTERS/Manaure Quintero

A energia voltou em muitas partes da Venezuela, depois de um apagão nacional na semana passada, com o principal terminal portuário do país, José, que é essencial para cruciais exportações de petróleo, retomando suas operações.

O governista Partido Socialista culpou um ato de sabotagem dos Estados Unidos pelo blecaute, acusando o presidente norte-americano, Donald Trump, de ser responsável por diversos ataques cibernéticos contra a principal hidrelétrica da Venezuela.

Nesta quarta-feira, o porta-voz do ministério chinês de Relações Exteriores, Lu Kang, disse em Pequim que a China recebeu relatos de que o blecaute teria acontecido devido a um ataque hacker.

“A China está profundamente preocupada com isso”, disse Lu.

“A China espera que o lado venezuelano possa descobrir a razão para esse problema o mais cedo possível, retomando o suprimento normal de energia e a ordem social. A China quer providenciar ajuda e apoio técnico para recuperar a rede elétrica da Venezuela”, acrescentou, sem detalhar.

O fornecimento de energia permanece irregular no Estado de Zulia, no oeste da Venezuela, onde a frustração após quase uma semana sem eletricidade desencadeou casos de violência.

Saqueadores quebraram vitrines de lojas e fugiram com produtos em mais de 300 empreendimentos pelo Estado, localizado ao longo da fronteira com a Colômbia, informou a união comercial Fedecámaras em comunicado.

“Cerca de 100 pessoas entraram na loja e levaram toda a comida, os terminais de ponto de venda”, disse Maria Centeno, de 29 anos, proprietária de uma loja de comida e móveis que foi saqueada no domingo. “Foram pessoas da comunidade. A polícia veio e me disse para resolver sozinha.”

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