October 30, 2019 / 1:14 PM / 22 days ago

Auditoria da OEA sobre eleição na Bolívia começa na quinta-feira

LA PAZ (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Diego Pary, disse que a Organização dos Estados Americanos (OEA) começará na quinta-feira uma auditoria dos contestados resultados das eleições presidenciais de 20 de outubro, que deram a vitória ao presidente Evo Morales, mas que a oposição considera uma fraude.

Chanceler Diego Pary participa de cerimônia em La Paz, Bolívia, 12/6/2019 REUTERS/David Mercado

Pary disse na sede do governo que o informe resultante da revisão será “vinculante”, ou de cumprimento obrigatório, para todas as partes.

Uma onda de protestos sacudiu a Bolívia desde a votação, após a qual o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) suspendeu repentinamente a publicação dos resultados de uma contagem eletrônica de votos que finalmente outorgou a Morales um quarto mandato de cinco anos.

Quando a contagem foi retomada, no dia seguinte à eleição, ocorreu uma mudança de tendência a favor do atual presidente, e a soma final, divulgada em 25 de outubro, mostrou que Morales, do Movimento Ao Socialismo (MAS), obteve 47,08% dos votos frente aos 36,51% de seu rival mais próximo, Carlos Mesa, do grupo Comunidade Cidadã, evitando um segundo turno em 15 de dezembro.

Pary disse que o acordo entre a Bolívia e a OEA será firmado por via eletrônica nesta quarta-feira para se realizar a inspeção do processo eleitoral e que cerca de 30 técnicos escolhidos pelo organismo para a auditoria chegarão ao país entre quarta e quinta-feira.

O chanceler não indicou quanto tempo o processo levará, mas tanto o governo quanto Mesa disseram que deve ser rápido devido à agitação das manifestações dos dois lados. Na cidade de La Paz, as ruas estavam tranquilas e os negócios estavam abertos durante a manhã – no dia anterior, policiais usaram gás lacrimogêneo para afastar manifestantes de barricadas.

Pary, que não respondeu perguntas, ainda disse que “qualquer das partes poderá dar este acordo por encerrado sem necessidade de justificar a causa de sua decisão mediante uma comunicação escrita dirigida à outra parte com uma antecipação não inferior a 5 dias seguidos da data de conclusão”.

O ministro comemorou que Mesa, de 66 anos, que foi presidente entre 2003 e 2005, “tenha aceitado que se realize esta auditoria e que tenha aceitado também os resultados que serão obtidos”.

Mesa disse nesta semana que, antes de participar da auditoria, o governo devia dizer se aceita que ela seja vinculante, quaisquer que sejam os resultados.

O chanceler ainda disse que países como Espanha, México e Paraguai foram convidados a “acompanhar” o processo de revisão.

Por Vivian Sequera e Daniel Ramos

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