December 17, 2019 / 3:29 PM / a month ago

Hong Kong precisa deter violência, diz autoridade em meio a aumento do desemprego

HONG KONG (Reuters) - O secretário-chefe de Hong Kong, Matthew Cheung, disse nesta terça-feira que está decepcionado com a violência dos protestos recentes após um período de relativa calma, conforme aumenta o nível do desemprego aumentou acentuadamente nos setores de bufê e de turismo do polo financeiro asiático.

Estudantes participam de protesto contra o governo em Hong Kong 13/12/2019 REUTERS/Danish Siddiqui

Falando em um briefing semanal à imprensa, Cheung se referia a um protesto de domingo em que a polícia disparou gás lacrimogêneo durante os embates do final de noite nas ruas —a primeira vez em que o gás lacrimogêneo foi usado em quase duas semanas.

“O trabalho de deter a violência ainda não foi finalizado, precisamos continuar trabalhando nisso. Ao mesmo tempo, precisamos nos esforçar em resolver problemas profundamente enraizados”, disse Cheung.

Seus comentários vieram depois que a líder da cidade, a executiva-chefe Carrie Lam, se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping, na segunda-feira. Xi ofereceu seu apoio a Lam durante estes “tempos muito difíceis” de protestos antigoverno muitas vezes violentos.

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, também pediu ao governo de Hong Kong que acabe com a violência e aborde “problemas profundamente enraizados no desenvolvimento econômico e social de Hong Kong”.

Há mais de seis meses a cidade é palco de protestos contra o governo, que não dão sinais de moderação e vêm afetando a economia.

O desemprego subiu de 0,1% para 3,2% entre setembro e novembro, mostraram cifras do governo. A taxa de desemprego nos setores bastante afetados de bufê e turismo aumentou para 5,2% e 6,2% respectivamente —o mais alto em oito anos no primeiro deles.

“O mercado de trabalho será ainda mais pressionado no curto prazo se a economia em geral continuar a enfraquecer”, disse o secretário do Trabalho e do Bem-Estar Social, Law Chi-kwong, em um comunicado.

“O governo monitorará os desdobramentos atentamente.”

Mais protestos estão marcados na cidade na semana do Natal e no Ano Novo. Os manifestantes estão revoltados com o que veem como uma intrusão da China na autonomia abrangente que foi concedida a Hong Kong segundo a fórmula “um país, dois sistemas”, que governa a ex-colônia britânica e o polo de cassinos vizinho de Macau.

A China vêm rejeitando as queixas e culpando outros países, como os Estados Unidos, por incitarem os protestos.

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