for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up

Morales prevê vitória de seu partido na Bolívia e defende seu envolvimento na política do país

Evo Morales durante entrevista coletiva em Buenos Aires 17/12/2019 REUTERS/Agustin Marcarian

BUENOS AIRES (Reuters) - O ex-presidente da Bolívia Evo Morales defendeu seu direito de envolver-se na política do país nesta terça-feira e disse que faria campanha para ajudar seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), a vencer novas eleições depois dele renunciar, em novembro, sob pressão e de ter procurado refúgio no exterior.

Em sua primeira entrevista coletiva desde que chegou à Argentina na semana passada, o líder de esquerda disse que planeja continuar ativo no MAS, pois considera vários nomes para candidatura nas próximas eleições.

“Não sou candidato. Não serei candidato como as coisas são, mas tenho o direito de fazer política”, disse Morales. “Estou convencido de que venceremos as próximas eleições novamente.”

Morales nomeou Luis Arce Catacora, seu ex-ministro da Economia, e Andronico Rodriguez, um importante chefe do sindicato dos produtores de coca, como potenciais candidatos à Presidência pelo MAS.

Uma data para as próximas eleições ainda não foi definida.

Morales, que esteve no poder por quase 14 anos, renunciou e deixou a Bolívia em meados de novembro, depois de uma auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) encontrar sérias irregularidades na maneira como os votos foram contabilizados nas eleições de 20 de outubro.

Morales renunciou sob pressão das Forças Armadas, apesar de afirmar ter sido deposto em um “golpe” de direita. Ele partiu para o México, onde passou cerca de um mês antes de voar para Buenos Aires.

Depois que a presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, assumiu, os legisladores aprovaram um projeto de lei que proíbe candidaturas daqueles que já cumpriram dois mandatos presidenciais, eliminando Morales da disputa.

Morales chegou à Argentina dois dias após a posse do presidente Alberto Fernández, que havia dito, antes de assumir o cargo, que Morales seria bem-vindo no país.

for-phone-onlyfor-tablet-portrait-upfor-tablet-landscape-upfor-desktop-upfor-wide-desktop-up