December 30, 2019 / 8:28 PM / 3 months ago

Nicarágua liberta manifestantes que auxiliaram mães em greve de fome

Neyma Elizabeth Hernandez, membro da oposição, é abraçada por sua mãe após ser liberada da prisão, em Manágua 30/12/2019 REUTERS/Carlos Herrera

MANÁGUA (Reuters) - O governo nicaraguense informou que libertou nesta segunda-feira mais de 90 pessoas as quais, de acordo com grupos de direitos humanos, foram presas por atividades antigovernamentais, incluindo cerca de uma dúzia de pessoas que foram detidas depois de transportar água a um grupo de mães em greve de fome.

Dezenas de pessoas foram presas desde abril de 2018, depois que as manifestações contra a tentativa do presidente Daniel Ortega em cortar os benefícios sociais cresceram para protestos mais amplos contra seu governo.

Os protestos também deixaram mais de 300 pessoas mortas, segundo grupos de direitos humanos.

O Ministério do Interior disse que 91 pessoas estão sendo libertadas como parte de um “ato especial” destinado à reconciliação nacional, incluindo Amaya Coppens, notória manifestante estudantil.

A estudante, que tem cidadania nicaraguense e belga, entregou água no mês passado, juntamente com uma dúzia de outros manifestantes, a nove mães que estavam em greve de fome exigindo a libertação de seus filhos, os quais consideram prisioneiros políticos.

A polícia cortou o fornecimento de água e eletricidade para a igreja na cidade de Masaya logo após o início da greve de fome. As mães foram posteriormente encaminhadas para um hospital.

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