January 7, 2020 / 7:23 PM / 22 days ago

Sindicatos franceses bloqueiam refinarias com objetivo de parar reforma da Previdência

PARIS (Reuters) - Sindicatos franceses bloquearam várias refinarias de petróleo nesta terça-feira com o objetivo de causar escassez em postos de gasolina depois que uma greve de transporte público de um mês não forçou o governo a retirar seus planos de uma reforma da Previdência.

Trabalhadores se reúnem em frente à refinaria da Total em Donges, na França 07/01/2020 REUTERS/Stephane Mahe

Os trabalhadores das refinarias da Exxon Mobil France em Port Jerome e em Fos iniciaram uma greve de quatro dias, informou a Confederação Geral do Trabalho (CGT).

Uma porta-voz da Exxon confirmou que a unidade que produz 140 mil barris por dia em Fos-sur-Mer, responsável por cerca de 10% da produção francesa, foi bloqueada, mas acrescentou que a refinaria de Port Jerome, com produção de 240 mil barris por dia, estava operando normalmente.

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, disse que o país não corre risco de escassez de combustível e que a polícia garantirá que os estoques de petróleo não sejam bloqueados.

“As pessoas têm o direito de greve, mas não têm o direito de bloquear as refinarias”, disse ele à rádio RTL, referindo-se a piquetes dos trabalhadores para obstruir os portões da unidade.

Philippe disse que estava aberto a discutir mudanças na idade média de aposentadoria com os sindicatos, um dos principais pontos polêmicos dos planos de reforma previdenciária que desencadearam protestos.

O Ministério do Meio Ambiente disse que todas as refinarias francesas continuavam operando, mas cinco dentre sete estavam temporariamente tendo dificuldade em distribuir seus produtos.

A pasta informou não esperar problemas com postos de gasolina, cujos suprimentos são garantidos por uma rede separada de 200 depósitos.

Na terça-feira, apenas três desses depósitos relataram dificuldades enquanto outros estavam operando normalmente, disse o ministério, acrescentando que a França tem estoques correspondentes a mais de três meses de consumo de combustível.

Um porta-voz da UFIP, da indústria petroleira francesa, disse que em todo o país apenas 155 dos 11 mil postos de gasolina —cerca de 1,5%— sofreram escassez de alguns produtos.

A Total disse que apenas cerca de 5% de sua equipe de refinaria estava em greve e que suas cinco refinarias estavam armazenando sua produção enquanto os embarques eram bloqueados pelos piquetes.

Por Gabriel Ponte; Edição de XXX

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