January 21, 2020 / 3:23 PM / 6 months ago

Democratas criticam regras do julgamento de impeachment de Trump no Senado

WASHINGTON (Reuters) - - Os democratas criticaram nesta terça-feira as regras propostas pelo líder republicano no Senado, Mitch McConnell, para o julgamento do impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que a ausência de testemunhas e a não apresentação de evidências reunidas pelos investigadores são o equivalente a fraudar os procedimentos.

Presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi 16/01/2020 REUTERS/Joshua Roberts

Trump será julgado a partir desta terça-feira sob acusações aprovadas pela Câmara dos Deputados, de maioria democrata, em que o presidente é acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso, em um raro caso de uso do mecanismo constitucional para depor um presidente.

Na segunda-feira, o líder da maioria republicana no Senado propôs regras que resultariam em um julgamento potencialmente rápido. Ele apresentou uma resolução que daria aos promotores democratas da Câmara e aos advogados de Trump 48 horas, divididas igualmente, para apresentar seus argumentos por um período máximo de quatro dias.

De acordo com a resolução, advogados de Trump podem agir no início do processo para pedir aos senadores que rejeitem todas as acusações, disse um assessor de liderança republicana —uma proposta que provavelmente ficará aquém do apoio necessário para ser aprovada.

“Esse não é um julgamento justo. Na verdade, não é um julgamento”, disseram os sete democratas da Câmara que abrirão o caso contra Trump durante o julgamento no Senado, em comunicado divulgado nesta terça-feira.

O líder democrata do Senado, Chuck Schumer, disse à CNN que os democratas buscariam emendas.

A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, acusou McConnell de optar por “um acobertamento para o presidente, em vez de honrar seu juramento à Constituição”.

O julgamento deve começar por volta das 15h (horário de Brasília) e continuar seis dias por semana, de segunda a sábado, até o final de janeiro.

No centro do julgamento de impeachment está o pedido de Trump ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em um telefonema de 25 de julho do ano passado, para investigar o rival político Joe Biden, potencial adversário na eleição de novembro deste ano, e seu filho Hunter.

Os democratas acusam Trump de pressionar um aliado vulnerável a interferir nas eleições dos EUA em detrimento da segurança nacional. A equipe jurídica de Trump diz que não houve pressão e que a acusação dos democratas é baseada em boatos.

(Reportagem de Will Dunham, Richard Cowan, Patricia Zengerle, David Morgan, Jan Wolfe, Susan Cornwell, Susan Heavey, Karen Freifeld e Tim Ahmann)

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

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