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Comunidade indígena da Nicarágua denuncia 6 assassinatos e 10 sequestros

MANÁGUA (Reuters) - Pelo menos seis indígenas morreram e 10 estão desaparecidos após ação de homens armados em uma comunidade no norte da Nicarágua, denunciaram líderes indígenas locais, em meio a um prolongado conflito por terras em uma região com pouca presença do Estado.

A região pertence aos mayagnas, um grupo indígena cuja população é de cerca de 30.000 habitantes em todo o país, a quem o Estado reconheceu direitos ancestrais em uma Lei de Autonomia aprovada no final dos anos 1980, embora nunca tenha sido aplicada, disseram lideranças indígenas à Reuters.

“Os homens chegaram à comunidade de Alal de Sauni As --a cerca de 500 quilômetros da capital Manágua-- queriam dominar os homens e mataram seis a tiros”, disse o advogado mayagna Larry Salomon, à Reuters, por telefone, sobre o ocorrido na quarta-feira à noite.

“Este é um conflito por terra. Eles querem nossas terras para se dedicar ao gado e acabar com nossas florestas e madeira”, acrescentou.

Os mayagnas, que representam 0,5% da população nicaraguense, denunciam desde 2014 que estão sendo assediados por grupos armados que querem tomar posse da terra. O principal líder da comunidade mayagna, Gustavo Lino, disse que eles estão sendo exterminados pouco a pouco, sem que o Estado faça algo para impedir.

Miskitos, o maior grupo indígena do país, também tem denunciado a invasão de suas terras e o não cumprimento da Lei de Autonomia. A Reuters não pôde obter imediatamente versões da polícia e do governo nicaraguenses.

No entanto, Salomon disse que uma delegação composta por representantes das forças de segurança estava viajando para a comunidade afetada para investigar o caso.

Reportagem de Ismael López

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