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Líderes palestinos e dos EUA culpam uns aos outros por surto de violência

Parentes de policial palestino morto participam do funeral na Cisjordânia 07/02/2020 REUTERS/Raneen Sawafta

JERUSALÉM (Reuters) - Líderes palestinos e dos Estados Unidos culpavam uns aos outros por um surto de violência, ao mesmo tempo que pessoas enlutadas se reuniram na Cisjordânia sob ocupação para o funeral de um policial palestino que foi morto a tiros durante os tumultos enquanto Israel reforçava a segurança antes das orações muçulmanas de sexta-feira.

As tensões estavam altas um dia depois de dois palestinos serem assassinados e 16 israelenses ficarem feridos em meio à revolta palestina com o plano de paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ele revelou na semana passada ao lado do primeiro-ministro israelense.

Um funeral foi realizado na sexta-feira na vila de Azzun, na Cisjordânia, para um policial palestino morto a tiros em Jenin no dia anterior. As autoridades palestinas disseram que ele foi morto por tiros israelenses. As autoridades israelenses não comentaram e a mídia israelense noticiou que ele foi baleado por engano.

Os palestinos rejeitaram o plano de paz, que daria a Israel a maior parte do que busca durante décadas de conflito, incluindo a cidade sagrada disputada de Jerusalém e quase todas as terras ocupadas onde construiu assentamentos.

O negociador palestino, Saeb Erekat, disse que Washington tem culpa pelos tumultos desencadeados desde a apresentação da proposta.

“Aqueles que apresentam planos de anexação e legalização da ocupação e dos assentamentos são responsáveis pelo aprofundamento da violência e da contraviolência”, disse.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, irá ao Conselho de Segurança das Nações Unidas com um “plano de paz genuíno”, acrescentou.

Jared Kushner, assessor sênior de Trump e o principal arquiteto da proposta dos EUA, criticou diversas vezes a liderança palestina, rompendo décadas de diplomacia, quando Washington tentava parecer um mediador neutro. Na quinta-feira, ele culpou Abbas pela violência.

“Acho que ele de fato tem responsabilidade”, disse Kushner depois de inteirar embaixadores do Conselho de Segurança. “Ele pede dias de fúria em reação, e disse isso mesmo antes de ver o plano.”

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