March 3, 2020 / 3:25 PM / 3 months ago

Violência ressurge no Chile, e quase 300 são presos

SANTIAGO (Reuters) - Um ressurgimento da violência abalou o Chile no final da noite de segunda-feira e provocou centenas de prisões, de acordo com o Ministério do Interior, além do fechamento temporário de parte do transporte público na capital Santiago.

Manifestantes entram em confronto com forças de segurança em Concepción, no Chile 02/03/2020 REUTERS/Jose Luis Saavedra

A cidade de 6 milhões de habitantes viu manifestantes forçarem a interdição de várias estações do metrô, o que prejudicou o transporte para o centro. Agitadores que atearam fogo em barricadas em várias ruas importantes também levaram linhas de ônibus a interromper o serviço temporariamente.

O ministro do Interior, Gonzalo Blumel, citado na conta oficial de Twitter da pasta, disse que a polícia deteve 283 pessoas após confrontos nos quais manifestantes lançaram pedras e tijolos contra as forças de segurança. Setenta e seis policiais ficaram feridos e várias delegacias foram atacadas, disse Blumel no Twitter.

“Durante a noite, o que vimos foi crime, pura e simplesmente”, disse Blumel.

As cidades chilenas de Antofagasta, Temuco e Concepción também testemunharam rompantes de violência.

Março costuma ser um mês de protestos no Chile, já que as pessoas voltam das férias de verão. Este mês marcará o 30º aniversário do fim da ditadura militar de 1973-1990, além do Dia Internacional da Mulher.

Protestos contra as injustiças sociais e a desigualdade enraizada irromperam em outubro e sacudiram o país até meados de dezembro.

Os agitadores incendiaram edifícios, trens e estações do metrô e saquearam centenas de supermercados. Os tumultos levaram os militares às ruas pela primeira vez desde o fim do governo do ditador Augusto Pinochet.

Ao menos 31 pessoas morreram, milhares ficaram feridas e dezenas de milhares foram presas, de acordo com estatísticas do governo.

Na manhã desta terça-feira, Blumel observou no Twitter que a violência ainda é consideravelmente menor em escala e destruição da que foi vista em outubro e novembro do ano passado, quando os protestos começaram.

Por Dave Sherwood, Natalia Ramos e Fabian Cambero

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