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Casa Branca minimiza temor do coronavírus, mas mercado de ações despenca

WASHINGTON (Reuters) - O governo Trump minimizou nesta segunda-feira a ameaça representada pelo surto crescente de coronavírus, mas o mercado de ações dos Estados Unidos despencou após a abertura do pregão devido ao temor de uma recessão global iminente.

Vista da Casa Branca à noite 16/11/2019 REUTERS/Yara Nardi

O número de casos confirmados de coronavírus no país era de 566 nesta segunda-feira, incluindo 22 mortes, de acordo com autoridades de saúde pública e uma contagem nacional sendo realizada pelo centro da Universidade Johns Hopkins que monitora o surto.

Cerca de três quartos dos 50 Estados norte-americanos relataram infecções.

“Neste momento, estamos dizendo às pessoas para agirem como se isto fosse uma temporada de gripe forte”, disse a porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, em uma entrevista à Fox News de West Palm Beach, na Flórida, onde o presidente Donald Trump passou o final de semana em sua estância.

Grisham também disse que o governo Trump está trabalhando com autoridades da Califórnia sobre o navio de cruzeiro Grand Princess, enquanto estas se preparavam nesta segunda-feira para enviar 2.400 passageiros para centros de quarentena em quatro bases militares de todo o país.

“Estamos trabalhando duro para levar aquele navio para casa”, disse.

O coronavírus surgiu na China no ano passado, e causa a doença respiratória às vezes fatal COVID-19. A epidemia já matou 3.800 pessoas globalmente e está abalando os investidores, que temem que ela provoque uma recessão mundial.

Grandes índices de ações dos EUA abriram muito mais baixo nesta segunda-feira, alinhados com as liquidações em mercados externos. O pregão foi suspenso quando o índice S&P 500 caiu 7%, desencadeando uma suspensão automática de 15 minutos.

À medida que o coronavírus se espalha, a vida cotidiana dos EUA vem sofrendo transtornos cada vez maiores – shows e conferências estão sendo cancelados, e as universidades estão orientando os alunos a ficarem em casa e assistir aulas pela internet.

Para conter o surto na China, o governo colocou milhões de pessoas em quarentena durante semanas. A Itália anunciou medidas semelhantes, retendo 16 milhões de pessoas no norte do país.

Os principais pré-candidatos presidenciais democratas dos EUA, Joe Biden e Bernie Sanders, não cancelaram nenhum evento de campanha.

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