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Coronavírus pode estar diminuindo em região mais atingida da Itália, diz governador

MILÃO (Reuters) - A Lombardia, região do norte da Itália que mais vem sofrendo com o pior surto de coronavírus da Europa, está mostrando os primeiros sinais de uma possível desaceleração no contágio, disse o governador local nesta segunda-feira.

Mulher passa de máscara pela entrada da bolsa de Milão 25/02/2020 REUTERS/Flavio Lo Scalzo

A região densamente povoada, que inclui a capital financeira italiana, Milão, já teve 1.218 mortes. Destas, 252 foram registradas entre sábado e domingo, o maior número até agora.

Na Itália como um todo, houve 368 mortes novas do surto de Covid-19 no domingo, de longe a maior cifra diária registrada em qualquer país, incluindo a China.

Mas, apesar do aumento das mortes, o governador Attilio Fontana disse que vê algum motivo de otimismo com os dados, já que os casos novos parecem estar aumentando menos rapidamente do que alguns dias antes.

“Ainda não vi as estatísticas de hoje, mas... podemos ver alguns pequenos passos adiante”, disse ele à Radio 1.

“O aumento (de casos de coronavírus) não é uma elevação acentuada como foi dois, três dias atrás. Vamos torcer para que seja o início de uma reversão da tendência – vou falar baixo –, que isso possa ser o início de uma reversão da tendência”, disse ele no programa Centocittà.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, disse ao jornal Corriere della Sera que o surto ainda está piorando no país como um todo.

“Cientistas estão nos dizendo que o surto não atingiu seu pico, estas semanas serão as mais arriscadas”, disse Conte.

Fontana disse acreditar que uma mudança na tendência de contágio será vista nos próximos dias em virtude da adoção de regras rígidas de contenção na circulação de pessoas no dia 8 de março, já que alterações no comportamento dos cidadãos produziram resultados.

A Lombardia é a região em que o primeiro grupo de casos de coronavírus surgiu em uma cidade pequena a cerca de 60 quilômetros de Milão no dia 20 de fevereiro.

Por Francesca Landini e Elvira Pollina; reportagem adicional de Giulia Segreti

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