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EUA indiciam presidente venezuelano Maduro por "narcoterrorismo"

Pôster da agência antidrogas dos EUA (DEA) oferece até US$15 milhões pela captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro 26/03/2020 DEA/Divulgação via REUTERS

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos indiciou nesta quinta-feira o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e mais uma dezena de autoridades venezuelanas por acusações de “narcoterrorismo”, na última das investidas do governo de Donald Trump em uma campanha de pressão para derrubar o líder sul-americano.

O Departamento de Estado ofereceu uma recompensa de até 15 milhões de dólares por informações que levem à prisão e condenação de Maduro, cujo país tem sido assolado por anos de profunda crise econômica e turbulência política.

A acusação, uma rara medida dos EUA contra um chefe de Estado estrangeiro em exercício, marca uma nova e séria fase para Washington contra Maduro, em um momento onde autoridades norte-americanas expressaram em particular que Trump está cada vez mais frustrado com os resultados de sua política para a Venezuela.

O Procurador Geral William Barr, anunciando as acusações que incluem conspiração narcoterrorista, corrupção e tráfico de drogas, indiciou Maduro e seus aliados sob acusações de colaborar com uma facção desmobilizada de um grupo guerrilheiro colombiano, as Farcs, “para inundar os Estados Unidos de cocaína”.

“Enquanto o povo venezuelano sofre, esse esquema enche os bolsos deles de dinheiro vindo das drogas e outros rendimentos da corrupção”, disse Barr sobre Maduro e os outros indiciados.

O ministério venezuelano da Informação não respondeu imediatamente a um email requisitando comentários sobre a medida.

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