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Irã registra 4.958 mortes por coronavírus e exibe equipamento médico no Dia do Exército

DUBAI (Reuters) - O Irã desfilou veículos de desinfecção, hospitais móveis e outros equipamentos médicos nesta sexta-feira, quando comemora o Dia do Exército, ao mesmo tempo que o número de mortos do surto de coronavírus no país aumentou em 89 e chegou a 4.958.

Presidente do Irã, Hassan Rouhani 05/04/2020 Site oficial da Presidência/Divulgação via REUTERS

O total de casos de infecção na nação do Oriente Médio mais atingida pela pandemia subiu para 79.494, dos quais 3.563 estão em estado crítico, disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Kianush Jahanpur, na televisão estatal.

Um relatório parlamentar divulgado no início desta semana disse que o número de mortos por coronavírus pode ser quase o dobro das cifras anunciadas pelo Ministério da Saúde, e o total de infecções de oito a 10 vezes maior por causa da falta de testes em grande escala.

O pequeno desfile militar “Defensores da Pátria, Auxiliares da Saúde” foi realizado em um centro de treinamento diante de um grupo de comandantes com máscaras para enfatizar o papel dos militares no combate à doença pulmonar altamente infecciosa Covid-19.

Foi algo muito diferente dos típicos desfiles do Dia do Exército, que normalmente contam com exibições de infantaria, mísseis e veículos blindados, além do sobrevoo de aviões de guerra.

“Devido aos protocolos sociais e de saúde, não é possível realizar um desfile de soldados... o inimigo agora está oculto e os médicos e enfermeiros estão nas linhas de frente do campo de batalha”, disse o presidente iraniano, Hassan Rouhani, em uma mensagem aos soldados divulgada pela mídia estatal.

O chefe das forças do Exército, general Abdolrahim Mousavi, agradeceu aos mais de 11 mil militares da área médica que lutam para conter a disseminação do novo coronavírus no Irã, que tem um dos maiores números de mortos do mundo.

O vice-ministro da Saúde, Iraj Harirchi, alertou no começo da semana que as infecções podem se alastrar mais no outono.

“Temos que nos acostumar a viver com o vírus até uma medicação ou vacina adequada ser descoberta”, disse Harirchi na TV estatal nesta sexta-feira. Uma retomada recente de atividades comerciais de “baixo risco” “não significa que as condições voltaram ao normal”, disse, argumentando que o afrouxamento das restrições poderia provocar um aumento das infecções.

Os chamados negócios de baixo risco --o que inclui muitas lojas, fábricas e oficinas-- reiniciaram as operações no dia 11 de abril em todo o país, com exceção da capital Teerã, onde reabrirão a partir de sábado.

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