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Estudantes sul-coreanos voltarão às aulas em 13 de maio com uso obrigatório de máscara

SEUL (Reuters) - A Coreia do Sul informou nesta segunda-feira que reabrirá as escolas em etapas a partir de 13 de maio, já que o número diário de casos do novo coronavírus caiu para quase zero nos últimos dias.

Pessoas com máscara em escada rolante de loja de departamento em Seul 01/05/2020 REUTERS/Kim Hong-Ji

Mas as autoridades de saúde pediram atenção assim que os cerca de 5,5 milhões de alunos dos ensinos básico, fundamental e média se reunirem nas salas de aula, e estão realizando treinos e preparando diretrizes para o caso de qualquer aumento de infecções.

Os exames em larga escala, o rastreamento intenso de contatos e os aplicativos de rastreamento permitiram à Coreia do Sul limitar a disseminação do vírus sem os isolamentos amplos vistos em outros países.

Mas o início do semestre letivo foi adiado quatro vezes desde março em meio a uma campanha de distanciamento social intensa que obrigou as escolas a realizarem aulas pela internet.

“Agora estamos nos preparando para a abertura das escolas e ao mesmo tempo administrando os riscos diários da doença”, disse o ministro da Educação, Yoo Eun-hae, em um pronunciamento televisionado.

“Se acontecer de um estudante estar infectado com o vírus, as autoridades de saúde adotarão a ação necessária e a escola alternará para aulas online”.

Alunos do ensino médio que se preparam para um vestibular altamente competitivo, adiado em duas semanas para o dia 3 de dezembro, poderão frequentar aulas a partir de 13 de maio.

Alunos mais novos retomarão as aulas em etapas entre 20 de maio e 1º de junho, disse Yoo.

Estudantes e professores terão que usar máscaras, exceto durante as refeições, limpar as carteiras e manter distância enquanto circulam.

Também se exigirá que as escolas realizem desinfecções e meçam temperaturas com frequência e que reformulem a distribuição das carteiras.

O anúncio veio um dia depois de o governo dizer que relaxará as regras de distanciamento social a partir de 6 de maio, o que permitirá que algumas instituições públicas, como museus e bibliotecas, reabram em etapas.

Pesquisas encomendadas pelo Ministério da Educação mostraram que a maioria dos pais apoia a ideia de uma reabertura escalonada das escolas dentro de duas semanas após o final do distanciamento social intenso.

Depois de sofrer o primeiro surto grande de coronavírus fora da China, a Coreia do Sul conseguiu abaixar o número diário de infecções para cerca de 10 ou menos, a maioria importadas.

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF

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