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Decreto de Trump para comprar suprimenetos médicos feitos nos EUA sairá em breve, diz Navarro

Peter Navarro, assessor comercial da Casa Branca, durante entrevista à Fox News em Washington, EUA 04/12/2018 REUTERS/Leah Millis

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está planejando um decreto para resolver a falta de produção de equipamentos médicos nos Estados Unidos durante o surto de coronavírus, informou a Casa Branca nesta segunda-feira.

O assessor comercial de Trump, Peter Navarro, disse à Fox News em uma entrevista que um decreto em breve exigirá que as agências federais comprem produtos médicos fabricados nos EUA, dizendo que o surto do novo coronavírus expôs a dependência do país da China.

Navarro não deu outros detalhes sobre o decreto proposto, que ampliará os requisitos do “Buy America” a produtos médicos e farmacêuticos. Ele disse que outras medidas também serão necessárias, incluindo desregulamentação para facilitar a operação de empresas farmacêuticas nos Estados Unidos.

O decreto proposto tem forte resistência por parte de líderes empresariais, autoridades atuais e ex-autoridades, que argumentaram que agir para conter as importações poderia levar a China a restringir os embarques urgentemente necessários de máscaras N95 e outros equipamentos de proteção. A proposta inicial foi ligeiramente revisada, mas ainda está passando por um processo de revisão entre agências, de acordo com as autoridades.

A questão dividiu a Casa Branca e alguns dos principais assessores de Trump, com o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, e o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, sendo contrários ao decreto proposto, segundo autoridades atuais e ex-autoridades.

Em março, mais de 80 grupos empresariais alertaram que tal decreto pode piorar a escassez de equipamentos médicos e medicamentos e atrasar a descoberta de uma vacina para o novo coronavírus.

A tensão entre os Estados Unidos e a China aumentou nos últimos meses devido à pandemia de coronavírus. O governo está avaliando novas tarifas e realizando esforços para reduzir a dependência dos EUA sobre componentes industriais produzidos na China.

Os riscos de segurança para a infraestrutura elétrica do país devido aos seus componentes também são problemáticos, disse Navarro, elogiando um decreto presidencial assinado na sexta-feira por Trump que, segundo ele, estenderá a abordagem “Buy America” para a rede elétrica.

O decreto procura proteger o sistema elétrico dos EUA contra ataques cibernéticos e outros, em um movimento que pode levar a barreiras contra importações da China e da Rússia.

Por Andrea Shalal e Susan Heavey

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