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OMS cobra países a investigarem casos precoces de Covid-19

GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta terça-feira que um relato segundo o qual o novo coronavírus foi registrado na França em dezembro, bem antes do que se imaginava anteriormente, “não foi surpreendente”, e exortou os países a investigarem quaisquer outros casos suspeitos.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus 28/02/2020 REUTERS/Denis Balibouse

A doença identificada mais tarde como Covid-19 foi relatada pela primeira vez à OMS por autoridades chinesas no dia 31 de dezembro, e até agora não se acreditava que ela tinha chegado à Europa antes de janeiro.

“Isso cria todo um quadro novo a respeito de tudo”, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, durante um briefing da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra ao se referir aos relatos franceses.

“As descobertas ajudam a entender melhor a circulação potencial do vírus da Covid-19”, acrescentou, dizendo que outros possíveis casos precoces podem emergir depois de se reexaminar amostras.

Um hospital francês que reexaminou amostras antigas de pacientes com pneumonia descobriu ter tratado um homem que tinha Covid-19 já em 27 de dezembro, quase um mês antes de o governo da França confirmar seus primeiros casos.

Lindmeier incentivou outros países a verificarem registros de casos de pneumonia de origem não especificada do final de 2019, dizendo que isto daria ao mundo “uma imagem nova e mais clara” do surto.

Indagado sobre as origens do vírus na China, Lindmeier enfatizou que é “muito, muito importante” explorar esta questão.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, alega que sua nação tem “indícios” de que o novo coronavírus surgiu em um laboratório de Wuhan, na China, mas cientistas disseram à OMS que ele tem origem animal.

“Isso pode necessitar de novas missões ou uma missão (à China), então estamos esperando por isso”, disse Lindmeier.

O principal especialista em emergências da OMS, doutor Mike Ryan, disse na segunda-feira que o chefe da entidade abordou a questão das origens do vírus “no nível mais alto” durante uma missão da OMS na China em janeiro.

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