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UE tenta restabelecer relação com a natureza após crise de Covid-19

Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia, durante apresentação do "Green New Deal" do bloco, em Bruxelas 20/05/2020 John Thys/Pool via REUTERS

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia intensificará os esforços para tornar a produção de alimentos mais sustentável e deter a perda de biodiversidade, já que a pandemia de coronavírus expôs a necessidade de uma relação mais saudável entre a atividade humana e a natureza.

A Comissão Europeia, braço Executivo do bloco, propôs nesta quarta-feira metas para evitar a degradação de habitats naturais, o que pode forçar os animais a um contato mais próximo com os humanos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que o novo coronavírus provavelmente tem seu “reservatório ecológico” em morcegos, enquanto cientistas dizem que 60% das doenças infecciosas surgidas entre 1990 e 2004 são de origem animal.

“Ao destruir a natureza em um ritmo inédito... nós literalmente ameaçamos nossa própria vida, nossa saúde e nosso bem-estar”, disse o chefe climático da UE, Frans Timmermans.

A Comissão quer que a fatia de agricultura orgânica do bloco passe dos 8% atuais para 25% em 2030, e 10% das terras da agricultura precisam ser compostas por paisagens de “alta diversidade”.

Outras metas seriam reduzir os pesticidas químicos em 50% e o uso de fertilizantes em 20% até 2030.

As metas ainda não são legalmente obrigatórias. Projetos de lei virão em seguida e precisarão da aprovação dos 27 países-membros e do Parlamento Europeu.

Grupos do agronegócio dizem que normalmente a agricultura orgânica rende safras menores e que cercar terras para habitats naturais limitaria a capacidade dos agricultores para reagir a aumentos de demanda.

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