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Novas infecções frustram volta de alunos da Coreia do Sul à escola

SEUL (Reuters) - A descoberta de novos casos de coronavírus em dois estudantes frustrou a reabertura das escolas da Coreia do Sul nesta quarta-feira, forçando 75 colégios a barrar alunos em meio ao temor de alguns professores de que não é seguro retomar as aulas.

Aluno tem a temperatura auferida em escola de Gimhae, Coreia do Sul 20/05/2020 Yonhap/via REUTERS

Alguns estudantes foram mandados para casa quase tão rápido quanto atravessaram os portões de suas escolas pela primeira vez neste ano depois que os dois alunos do ensino secundário foram diagnosticados em Incheon na manhã desta quarta-feira, informou o Ministério da Educação.

O início do semestre da primavera local já havia sido adiado várias vezes desde março enquanto o país enfrentava o primeiro grande surto de coronavírus fora da China, e as aulas passaram a ser ministradas pela internet.

Mas como os casos diários de coronavírus diminuíram acentuadamente desde o pico de fevereiro, a maioria das 2.356 escolas secundárias sul-coreanas reabriu seguindo novos protocolos de saúde para evitar a disseminação da doença. Todas as escolas reabrirão em etapas entre 20 de maio e 1º de junho.

Professores com termômetros e gel antisséptico deram as boas-vindas aos veteranos nos portões das escolas, verificando cada aluno em busca de sinais de febre.

Alguns dos jovens de 17 e 18 anos enlaçaram os ombros dos amigos ao se reencontrarem, mas os professores os orientaram a manter distância. Prestadores de serviços de saneamento particulares em motos iam e voltavam borrifando desinfetante.

Segundo as novas regras sanitárias, estudantes e professores precisam usar máscaras, exceto na hora das refeições, e limpar as carteiras, que ficarão separadas por um metro.

Alguns professores estão descontentes com os arranjos. Pedindo anonimato, um disse à Reuters que certas regras – como estabelecer períodos específicos do dia para os alunos poderem usar os banheiros – são “praticamente impossíveis de implementar”.

“Sinto como se estivéssemos carregando uma bomba-relógio”, disse o professore de ensino secundário da província de Gyeonggi.

O Ministério da Educação monitora se professores e estudantes exibem febre usando um sistema de autodiagnóstico virtual, e qualquer pessoa com temperatura acima de 37,5 graus Celsius deve ficar em casa.

Se qualquer aluno for diagnosticado com o vírus, toda a escola passará a ter aulas online durante ao menos duas semanas.

A Coreia do Sul já registrou 11.110 casos de coronavírus e 263 mortes.

Reportagem adicional de Daewoung Kim

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