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Steve Bannon obtém vitória em processo para criar instituto político na Itália

ROMA (Reuters) - Steve Bannon, ex-assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu a mais recente fase de uma batalha judicial contra o Ministério da Cultura da Itália para estabelecer um instituto político católico de direita.

Steve Bannon 22/09/2018 REUTERS/Alessandro Bianchi

O ministério disse que vai recorrer da decisão de um tribunal regional.

O tribunal decidiu a favor do Instituto Dignitatis Humanae, que Bannon apoia, contra uma decisão anterior que impedia a escola de ter início em um mosteiro de 800 anos, ao sul de Roma.

“Ficamos ao lado do mosteiro, da comunidade e da Itália durante esta pandemia, quando teria sido fácil ignorar”, disse Bannon nesta quarta-feira em comunicado divulgado pelo fundador do instituto, Benjamin Harnwell, em resposta à decisão de terça-feira.

O Ministério da Cultura, dono da propriedade, disse na quarta-feira que irá recorrer da decisão em um tribunal superior, conhecido como Conselho de Estado.

Bannon, um católico, estava ajudando a elaborar o currículo para um curso de liderança voltado para ativistas católicos de direita na Academia para o Ocidente Judaico-Cristão, na cidade de Trisulti.

Muitos moradores opuseram-se ao instituto e, no ano passado, o ministério cancelou um contrato de arrendamento de 19 anos, mencionando violações de obrigações contratuais. O instituto recorreu ao tribunal regional dizendo que a decisão tinha sido motivada politicamente.

Harnwell disse que esperava retomar os planos de restauração e que a matrícula iria começar por um programa online ministrado nos Estados Unidos.

Enquanto eles ainda contam com o apoio de políticos de direita italianos, como o ex-ministro do Interior Matteo Salvini, Bannon e Harnwell perderam apoiadores importantes dentro da Igreja.

No ano passado, o cardeal norte-americano Raymond Burke, que durante anos apoiou fortemente Bannon e foi presidente honorário do instituto, retirou seu apoio depois que Bannon disse que ele queria fazer um filme, com base em um livro, alegando homossexualidade generalizada no Vaticano.

O cardeal italiano Renato Martino também deixou o cargo de presidente honorário no ano passado.

(Por Philip Pullella)

Tradução Redação Brasília, 55 61 33296012 REUTERS GP PF

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