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China diz que EUA estão "viciados em desistir" devido a plano de retirada da OMS

PEQUIM (Reuters) - A China disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão “viciados em desistir” depois da decisão norte-americana de se desfiliar da Organização Mundial da Saúde (OMS) e que a retirada revela uma busca pela política do poder e do unilateralismo.

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Zhao Lijian em Pequim 08/04/2020 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, disse aos repórteres durante uma entrevista diária que a comunidade internacional discorda do que ele descreveu como um comportamento egoísta dos EUA.

“Os EUA se tornaram viciados em desistir de grupos e em descartar tratados”, disse Zhao.

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu país cortará as relações com a OMS, acusando a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) de ter se tornado um fantoche da China.

A OMS refutou as afirmações de Trump, segundo o qual esta difunde a “desinformação” chinesa sobre o vírus.

A decisão de Trump veio depois de uma promessa do presidente chinês, Xi Jinping, de doar 2 bilhões de dólares à OMS ao longo dos dois próximos anos para ajudar a combater o novo coronavírus, que surgiu na China no final do ano passado.

No sábado, a União Europeia fez um apelo para que Washington reconsidere sua decisão.

A China pede à comunidade internacional que dê mais apoio político e financeiro à OMS, disse Zhao.

A decisão norte-americana de se desfiliar da agência sediada em Genebra veio em um momento de acirramento da tensão com Pequim por causa do surto de coronavírus.

Desde que tomou posse, Trump vem questionando o valor da ONU e zombou da importância do multilateralismo enquanto se concentrava na pauta da “América Primeiro”.

Ele retirou seu país do Conselho de Direitos Humanos da ONU, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), de um acordo global para enfrentar a mudança climática e do acordo nuclear com o Irã e se opôs a um pacto de imigração das Nações Unidas.

Por Gabriel Crossley

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