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Na China, protestos nos EUA são tópico de destaque em redes sociais e imprensa estatal

PEQUIM (Reuters) - A mídia estatal chinesa está fazendo ampla cobertura dos protestos violentos que assolam várias cidades dos Estados Unidos, enquanto a agitação também teve destaque nas redes sociais chinesas.

Pessoas passma pela frente de enorme painel que mostra noticiário da rede de TV estatal chinea CCTV. 10/3/2020. REUTERS/Thomas Peter

A morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos, que estava sob custódia policial na semana passada, provocou manifestações e distúrbios em todo o país, dividido em termos políticos e raciais.

A CCTV, canal estatal da China, transmitiu partes de uma entrevista do irmão de George, Philonise Floyd, ao canal de notícias norte-americano MSNBC nesta segunda-feira, em que ele disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não lhe deu a oportunidade de falar durante uma ligação telefônica em que chorou com a menção de seu irmão.

Embora a agitação nas cidades dos EUA tenha sido amplamente divulgada pela mídia internacional, o interesse da China vem num momento em que as relações entre os dois estão bastante tensas.

Na rede social chinesa Weibo, ao menos cinco notícias sobre os protestos estavam entre os 20 principais tópicos mais lidos, lideradas por informes de que Trump foi temporariamente levado a um bunker enquanto manifestantes cercavam a Casa Branca.

“A principal coisa que eles querem mostrar é que o Partido Comunista weibo

está fazendo um trabalho melhor em termos de luta contra o coronavírus e administração da sociedade”, disse Alfred Wu, professor associado da Escola de Políticas Públicas Lee Kuan Yew da Universidade Nacional de Cingapura.

“Essa é a principal mensagem: os EUA não estão indo bem.”

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447723))

REUTERS LB AAP

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