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Obama condena violência em protestos nos EUA após morte de George Floyd

WASHINGTON (Reuters) - O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama condenou nesta segunda-feira o uso de violência em protestos espalhados pelo país contra as desigualdades raciais e a força policial excessiva, e elogiou as ações de manifestantes pacíficos que buscam mudanças.

Manifestantes protestam em Nova York contra morte de George Floyd 01/06/2020 REUTERS/Mike Segar

A grande maioria dos manifestantes tem sido pacífica, mas uma “pequena minoria” está colocando as pessoas em risco e prejudicando as próprias comunidades que os protestos pretendem ajudar, escreveu Obama em um artigo publicado na plataforma online Medium.

Obama, um democrata que cumpriu dois mandatos como presidente antes do governo do atual presidente, o republicano Donald Trump, disse que a violência “agrava a destruição de bairros que muitas vezes já têm poucos serviços e investimentos e prejudicam a causa maior”.

Os Estados Unidos foram atingidos por seis noites seguidas de protestos devido à morte na semana passada de George Floyd, um negro, em Mineápolis, depois que um policial branco o prendeu no chão ajoelhado sobre seu pescoço.

As novas declarações de Obama foram publicadas três dias após seus primeiros comentários sobre o caso Floyd, que pediam justiça, mas não mencionavam a natureza violenta de alguns protestos.

A mudança de tom ocorreu na segunda-feira, quando alguns manifestantes incendiaram, quebraram vitrines e saquearam lojas, forçando prefeitos de grandes cidades a impor toque de recolher noturno.

No domingo, o candidato presidencial democrata Joe Biden, que atuou como vice-presidente de Obama e enfrentará Trump nas eleições de 3 de novembro, também pediu o fim da violência.

“Protestar contra essa brutalidade é certo e necessário”, disse Biden em comunicado. “Mas queimar comunidades e destruição desnecessária não é”.

Obama, que talvez seja a figura mais popular do Partido Democrata, endossou oficialmente Biden para presidente em abril e disse que fará campanha por ele nos próximos meses.

Evitando amplamente a política desde que deixou o cargo em 2017, Obama recentemente criticou o resposta de Trump à pandemia de coronavírus.

Como primeiro presidente negro dos EUA, Obama lidou com distúrbios civis em cidades como Ferguson, no Missouri, e Baltimore, onde houve protestos, por vezes violentos, devido às mortes de jovens negros pelas mãos da polícia.

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