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Acreditamos que Madeleine McCann está morta, diz procurador alemão

BERLIM (Reuters) - Acredita-se que Madeleine McCann, a menina britânica que desapareceu em Portugal em 2007 aos 3 anos de idade, esteja morta, disse um procurador da Alemanha nesta quinta-feira, depois de identificar um homem alemão que está preso como suspeito do homicídio.

Repórter fotografa casa onde viveu suspeito de sequestrar Madeleine McCann em 2007, perto de Lagos, em Portugal 04/06/2020 REUTERS/Rafael Marchante

Madeleine desapareceu de seu quarto no dia 3 de maio durante férias da família no Algarve enquanto seus pais jantavam com amigos na estância próxima da Praia da Luz.

O desaparecimento desencadeou uma busca internacional. Cartazes do rosto da menina desaparecida surgiram em todo o mundo, e celebridades pediram informações que pudessem ajudar a rastreá-la e levar seus sequestradores à Justiça.

“Supomos que a menina está morta”, disse o procurador do Estado alemão de Braunschweig, Hans Christian Wolters. “A Procuradoria Pública de Braunschweig está investigando um cidadão alemão de 43 anos por suspeita de assassinato”.

O corpo de Madeleine não foi encontrado até hoje.

As declarações alemãs de que a menina é considerada morta foram as mais categóricas até agora. A família e os apoiadores do caso sempre tiveram a esperança de que Madeleine ainda estivesse viva em algum lugar.

A polícia alemã informou na quarta-feira que, embora a sequência exata de eventos ainda fosse objeto de investigação, o suspeito pode ter tido um motivo sexual, mas também é possível que ele tenha tomado uma decisão espontânea de sequestrar a menina durante uma invasão do apartamento em que ela estava dormindo.

A polícia alemã está tratando o caso como suspeita de assassinato, embora a polícia britânica tenha afirmado que o caso continua sendo um inquérito de desaparecimento.

“Tudo que sempre quisemos foi encontrá-la, descobrir a verdade e levar os responsáveis à justiça”, disseram seus pais, Kate e Gerry, em um comunicado emitido antes de o procurador alemão se pronunciar.

“Nunca abandonaremos a esperança de encontrar Madeleine viva, mas qualquer que seja o desfecho, precisamos saber, porque precisamos ter paz”.

A polícia ainda quer conversar com uma segunda pessoa, até agora não identificada, que falou com o suspeito alemão através de um número de telefone português no dia 3 de maio 2007, data do desaparecimento de Madeleine.

Reportagem adicional de Guy Faulconbridge, Michael Holden, Kate Holton e William James, em Londres, e Catarina Demony, na Praia da Luz, em Portugal

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