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"Tirem o joelho de nossos pescoços", diz reverendo Sharpton em homenagem a George Floyd

MINEÁPOLIS (Reuters) - O reverendo Al Sharpton, ativista dos direitos civis dos Estados Unidos, disse que a morte do homem negro George Floyd sob custódia da polícia e os protestos de âmbito nacional que ela desencadeou marcaram um acerto de contas do país no tocante à raça e à justiça, exigindo: “Tirem o joelho de nossos pescoços”.

Reverendo Al Sharpton discursa durante homenagem a George Floyd em Mineápolis 04/06/2020 REUTERS/Lucas Jackson

Homenagens a Floyd em Mineápolis, onde ele foi morto no dia 25 de maio, e no Brooklyn, em Nova York, um grande foco de manifestações, ocorreram enquanto manifestantes voltavam às ruas de várias cidades dos EUA pelo décimo dia seguido na quinta-feira, entre elas Atlanta, Washington, Denver, Detroit e Los Angeles.

Os protestos essencialmente pacíficos encolheram nesta sexta-feira, e toques de recolher de emergência de várias metrópoles, incluindo Los Angeles, foram cancelados.

Ao fazer um discurso fúnebre na capela de uma universidade de Mineápolis, Sharpton disse que a morte de Floyd, que foi prensado no chão sob o joelho de um policial branco, simbolizou a experiência universal dos negros com a brutalidade policial nos EUA.

“George Floyd não deveria estar entre os mortos. Ele não morreu por problemas de saúde comuns. Ele morreu de uma falha comum da justiça criminal americana”, disse Sharpton. “É hora de nos posicionarmos em nome de George e dizer ‘Tirem o joelho de nossos pescoços’”.

Sharpton e os presentes observaram oito minutos e 46 segundos de silêncio, o tempo que Floyd passou deitado em uma rua de Mineápolis sob o joelho do policial.

Uma série de homenagens deve acontecer durante seis dias em três Estados. Um funeral está planejado para terça-feira.

Os protestos nacionais foram na maior parte ordeiros na quinta-feira, um contraste com várias noites anteriores pontuadas por incêndios criminosos, saque e choques esporádicos entre os manifestantes e a polícia e a mobilização da Guarda Nacional em diversos Estados.

A cidade de Nova York insistiu que os moradores ficassem em casa após as 20h, e nova-iorquinos frustrados pediram o fim das restrições. Vídeos publicados em redes sociais mostraram a polícia de várias cidades usando cassetetes e bombas de efeito moral, e lançando gás lacrimogêneo sem aviso prévio, nos dias anteriores.

A mudança de clima reflete uma determinação expressa por muitos manifestantes e organizadores dos atos nos últimos dias de transformar a revolta com a morte de Floyd em um movimento de direitos civis renovado, pedindo reformas no sistema de justiça criminal do país.

Por Brendan O’Brien, Michelle Nichols, Nathan Layne, Peter Szekely e Andrew Hay, Steve Gorman, Rich McKay e Aakriti Bhalla

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