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Recomendações de viagem da UE podem barrar norte-americanos e russos

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia espera reabrir suas fronteiras externas a partir de julho, mas analisará a situação individual da pandemia de Covid-19 das nações quinzenalmente, de acordo com diplomatas e um documento com critérios que poderiam barrar a entrada de norte-americanos e russos.

Passageira puxa suas malas no aeroporto Fiumicino, em Roma 28/05/2020 REUTERS/Guglielmo Mangiapane

O bloco de 27 nações está ansioso para reativar o turismo, duramente atingido durante a pandemia de coronavírus, mas o temor de uma segunda onda só permitiu uma reabertura parcial e irregular de fronteiras, e com múltiplas restrições de saúde e segurança.

Visto pela Reuters, o esboço das recomendações da Croácia, que ocupa a presidência rotativa da UE, sugere que se permita a entrada de cidadãos de países de fora do bloco com infecções estáveis ou decrescentes e daqueles com uma “situação epidemiológica comparável ou melhor” do que a da Europa.

O critério epidemiológico é definido como entre 16 e 20 casos novos de infecção por 100 mil pessoas relatados ao longo de 14 dias.

Os países também serão avaliadas com base em seu histórico de exames, rastreamento de contatos e tratamento, confiabilidade dos dados e arranjos de viagem recíprocos para moradores da UE, de acordo com o documento, que será debatido por embaixadores em Bruxelas nesta quarta-feira.

Com base na atualização mais recente do Centro de Controle e Prevenção de Doenças Europeu (ECDC), a metodologia proposta poderia descartar viajantes dos Estados Unidos e do México, da maior parte da América do Sul, África do Sul, Rússia, Irã, Arábia Saudita e Afeganistão, entre outros. O Brasil se tornou o segundo país do mundo a atingir a marca de 50 mil mortes, só atrás dos Estados Unidos.

Os EUA, cujo presidente, Donald Trump, proibiu o ingresso de viajantes europeus no início da crise, têm de longe o maior número de casos e mortes do mundo.

Mas diplomatas da UE ressaltaram que os critérios de viagem ainda podem mudar e que as recomendações não se tornarão obrigatórias.

“Parece que existe muita ilusão nestas recomendações. Elas também estão causando muito polêmica. Seja como for, 1º de julho pode passar e muitos países podem seguir seu próprio rumo”, disse um diplomata a respeito da proposta da Comissão Europeia.

A proposta, que almeja incentivar uma abordagem coordenada, cobriria o Espaço Schengen, cujas fronteiras normalmente são invisíveis e que une a maioria dos Estados do bloco, além de Islândia, Noruega, Suíça e Lichtenstein.

Reportagem adicional de Philip Blenkinsop

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