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Agentes desarmados da Guarda Nacional ficam de prontidão para proteger monumentos de Washington

WASHINGTON (Reuters) - Centenas de agentes desarmados da Guarda Nacional dos Estados Unidos foram mobilizados e ficarão de prontidão para ajudar membros das forças de segurança a protegerem alguns monumentos históricos, disseram autoridades norte-americanas, depois que manifestantes tentaram derrubar uma estátua do ex-presidente Andrew Jackson em um parque próximo da Casa Branca.

Agentes da Guarda Nacional dos EUA monitoram Lincoln Memorial durante protesto em Washington 06/06/2020 REUTERS/Carlos Barria

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu endurecer com qualquer pessoa que destrua ou vandalize monumentos históricos e ameaçou recorrer à força contra alguns manifestantes, enquanto o ativismo político contra a injustiça racial continua a varrer o país e põe em perigo suas chances de reeleição.

Os clamores pela retirada destes monumentos, um desdobramento dos protestos do movimento Vidas Negras Importam no início deste mês e dos esforços subsequentes de alguns governos locais para reformar suas forças policiais, foram desencadeados pela morte de George Floyd, um homem negro, pela ação de um policial branco no dia 25 de maio na cidade de Mineápolis.

Muitas das estátuas, que prestam homenagem a rebeldes confederados da Guerra Civil do país e são vistos como tributos àqueles que perpetuaram a escravidão, foram visados por multidões de manifestantes nas últimas semanas.

Delegados dos EUA foram instruídos a se prepararem para ajudar a proteger monumentos em toda a nação, noticiou o jornal Washington Post, citando um email de Andrew Smith, diretor-assistente dos delegados.

Cerca de 400 membros da Guarda Nacional de Washington D.C. foram acionados após um pedido do secretário de Defesa Nacional, disse um comunicado da Guarda Nacional.

“Eles apoiarão a Polícia dos Parques dos EUA em monumentos importantes para evitar qualquer depredação ou destruição”, informou o comunicado.

O texto traz que os agentes não foram enviados às ruas, mas que estão de prontidão.

Uma autoridade dos EUA, que falou pedindo anonimato, disse que a mobilização foi vista como uma medida de curto prazo que vigorará até a primeira semana de julho e que dará ao Departamento de Justiça tempo suficiente para convocar membros das forças da lei.

Na tarde de quarta-feira, o governador democrata do Wisconsin, Tony Evers, ativou a Guarda Nacional estadual para proteger propriedades do Estado na capital Madison depois que manifestantes derrubaram duas estátuas, inclusive a de um coronel que lutou pela União na Guerra Civil, e que atearam um pequeno incêndio no local no dia anterior.

No início deste mês, cerca de 1.200 tropas da Guarda Nacional de Washington D.C. e 3.900 de outros Estados foram enviados à capital para auxiliar membros das forças da lei durante manifestações.

Por Idrees Ali e Brendan O’Brien

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