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Ex-policial de Atlanta acusado de matar homem negro sai da prisão sob fiança e com tornozeleira

ATLANTA (Reuters) - O ex-policial da cidade norte-americana de Atlanta acusado pela morte de Rayshard Brooks no mês passado, que motivou dias de protestos antirracismo, foi libertado da prisão sob fiança, noticiaram a televisão local WSB TV e outros veículos de mídia.

Ex-policial do Departamento de Polícia de Atlanta Garrett Rolfe, demitido após a morte de Rayshard Brooks em tiroteio, posa para registro da prisão, em Atlanta, EUA 18/06/2020 Fulton County Sheriff's Office/Handout via REUTERS

Na terça-feira, um juiz do condado de Georgia estabeleceu uma fiança de 500 mil dólares para Garrett Rolfe, de 27 anos, e acrescentou várias condições, como o uso de uma tornozeleira e o respeito a um toque de recolher.

Rolfe saiu da prisão na manhã desta quarta-feira, segundo a mídia.

Representantes da prisão, da polícia, de Rolfe e da família de Brooks não estavam disponíveis de imediato para comentar.

O policial branco é acusado de delito de homicídio e 10 outras infrações pela morte de Brooks, jovem negro de 27 anos, no estacionamento de um restaurante Wendy’s no sul de Atlanta.

Em uma audiência realizada na terça-feira, a juíza do Tribunal Superior do condado de Fulton, Jane Barwick, disse que permitiria que Rolfe saísse da prisão para aguardar um julgamento por não acreditar que o ex-policial ameace a comunidade ou que possa fugir.

A morte de Brooks em 12 de junho exacerbou as tensões existentes no país por causa da brutalidade policial e do racismo provocadas pelo assassinato de George Floyd sob custódia da polícia de Minneapolis no dia 25 de maio.

Vídeos de câmeras de vigilância e de celular que registraram o incidente em Atlanta foram vistos amplamente nas redes sociais, desencadeando manifestações às vezes violentas e a queima do restaurante de fast-food.

Na audiência de terça-feira, antes de a juíza emitir sua decisão, a viúva de Brooks, Tomika Miller, pediu à corte que negasse a fiança, dizendo que não se sentiria segura com o ex-policial livre.

“Eu digo ‘não’ porque mentalmente não consigo lidar com isso. Não me sinto segura com ele lá fora”, argumentou.

Os advogados de Rolfe disseram que pretendem apresentar indícios contundentes de que ele teve uma justificativa legal para usar força letal por estar agindo em legítima defesa. Rolfe foi demitido da polícia e estava detido na cadeia do condado de Gwinnett.

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