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Etiópia vive calmaria tensa após protestos antigoverno que deixaram mais de 166 mortos

ADDIS ABABA (Reuters) - Mais de 166 pessoas foram mortas durante protestos antigoverno na Etiópia na semana passada, informou o governo neste domingo, enquanto a capital e outras regiões permanecem vigiadas por forças de segurança e um fechamento geral da internet entra no sexto dia.

Grandes protestos eclodiram em Addis Abeba e se espalharam para a região de Oromia na segunda-feira à noite, depois que o popular músico oromo Haacaaluu Hundeessaa foi morto a tiros por pistoleiros desconhecidos em um assassinato que o primeiro-ministro Abiy Ahmed disse ser “um ato maligno”.

Haacaaluu cantou na língua oromo do maior grupo étnico da Etiópia. Seu assassinato ocorreu em meio a queixas alimentadas por décadas de repressão governamental e ao que a população oromo descreve como sua exclusão histórica do poder político.

O governo disse inicialmente que 80 pessoas foram mortas durante os protestos, que duraram dois dias. A agitação é a mais mortal desde que Abiy, que é oromo, assumiu o poder em 2018 com a promessa de abrangentes reformas.

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