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Hong Kong fechará todas as escolas devido a disparada de casos de coronavírus

HONG KONG (Reuters) - O Escritório de Educação de Hong Kong anunciou nesta sexta-feira o fechamento de todas as escolas a partir de segunda-feira depois que um aumento acentuado de casos de coronavírus transmitidos localmente provocou o temor de uma nova disseminação comunitária.

Estudantes de escola secundária em Hong Kong 12/06/2020 REUTERS/Tyrone Siu

A maioria das escolas do pólo financeiro asiático está fechada desde janeiro, e muitas adotaram o ensino virtual e as aulas por teleconferência. Muitas escolas internacionais já entraram nas férias de verão.

Hong Kong relatou 38 casos novos de coronavírus nesta sexta-feira, um número menor do que os 42 de quinta-feira, mas essencialmente alinhado a um aumento acentuado que a cidade registrou nos últimos três dias.

As autoridades disseram que 32 dos casos novos foram transmitidos localmente – a cidade passou meses relatando uma maioria de casos importados.

O número total de casos desde o final de janeiro está em 1.404. Sete pessoas morreram.

Alguns dos casos recentes envolveram estudantes e pais, disse o secretário da Educação, Kevin Yeung.

“Muitos pais estão preocupados com o aumento súbito de casos de transmissão local nos últimos dias”, disse Mimi Tsang, mãe da estudante Melony, de 12 anos.

Mas a suspensão precoce coincide com a frustração de professores, pais e alunos com a adoção do ensino virtual em casa, e exacerbou a disparidade de acesso ao ensino existente entre os que têm de sobra e os que têm pouco.

Mais de dois terços dos pais, independentemente de renda, acreditam que os filhos têm dificuldade de aprender em casa, de acordo com uma pesquisa de fevereiro da Universidade Educativa de Hong Kong.

Um levantamento da Sociedade para a Organização Comunitária (SoCO) com quase 600 estudantes de baixa renda mostrou que mais de 70% deles não têm computadores e 28% não têm banda larga.

O fechamento precoce das escolas não terá muito impacto no ensino desta vez, disseram alunos e pais, por vir pouco antes das férias de verão.

“Só temos mais uma semana de aulas, então não acho que faz muita diferença”, disse Ryan Chan, de 14 anos.

Reportagem adicional de Joyce Zhou, Carol Mang, Donny Kwok e Clare Jim

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