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Arquiteto da vitória de Trump, Bannon é indiciado por suposta fraude contra doadores para muro na fronteira

Steve Bannon em Washington 14/10/2017 REUTERS/Mary F. Calvert

WASHINGTON (Reuters) - Steve Bannon, um arquiteto da vitória eleitoral do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2016, foi indiciado por suposto cometimento de fraude arrecadatória em uma campanha para ajudar Trump a construir um muro na fronteira com o México, disse o Departamento de Justiça dos EUA nesta quinta-feira.

Um dos principais conselheiros da campanha presidencial de Trump, e mais tarde estrategista-chefe da Casa Branca, Bannon ajudou a articular o populismo de direita e a oposição feroz à imigração que contribuíram para definir os três anos e meio de Trump no cargo. Ele deixou a Casa Branca em agosto de 2017.

Bannon foi uma das várias pessoas acusadas de fraude eletrônica em um indiciamento feito por procuradores federais de Manhattan por supostamente fraudar centenas de milhares de doadores por meio de uma campanha de financiamento coletivo de 25 milhões de dólares chamada “We Build the Wall” (“Nós Construímos o Muro”).

Procuradores disseram que Bannon recebeu mais de 1 milhão de dólares deste valor por meio de uma organização sem fins lucrativos.

Os esforços de Trump de erguer um muro na fronteira com o México --uma de suas principais promessas de campanha em 2016-- enfrentaram dificuldades em meio a contestações legais, obstáculos logísticos e oposição dos democratas do Congresso.

Enquanto isso, mais de 330 mil apoiadores doaram para arrecadadores particulares que prometeram construir o muro por conta própria, de acordo com uma investigação de 2019 da Reuters. Estes esforços também tiveram sucesso limitado.

O indiciamento chega no momento em que Trump aparece atrás de seu desafiante democrata Joe Biden em pesquisas de opinião sobre a eleição presidencial de 3 de novembro.

Não foi possível contactar um porta-voz de Bannon de imediato para obter comentários. Brian Kolfage, Andrew Badolato e Timothy Shea também foram indiciados.

Os doadores acreditaram que o dinheiro iria ajudar a erguer o muro, disseram procuradores, mas Kolfage, que descreveram como o rosto público e o fundador da operação, recebeu milhares de dólares que usou para arcar com um estilo de vida luxuoso.

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