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Câmara dos Deputados dos EUA prepara reforma nos Correios em meio à debate sobre voto por correspondência

WASHINGTON (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, liderada pelo Partido Democrata, votará neste sábado para fornecer 25 bilhões de dólares aos Correios e bloquear políticas que geraram preocupações sobre a votação por correspondência nas eleições de 3 de novembro.

A expectativa é que a Câmara aprove uma lei, chamada de “Delivering for America” (Entregando pela América), em uma rara sessão de sábado convocada pela presidente da Casa, Nancy Pelosi, durante o recesso de agosto. Mas é improvável que a proposta seja chancelada pelo Senado, que é controlado pelo Partido Republicano.

A votação por correspondência deve crescer durante a pandemia de coronavírus, e o presidente Donald Trump alarmou os democratas ao denunciar repetidas vezes essa prática como uma possível fonte de fraudes.

O diretor-geral dos Correios, Louis DeJoy, recentemente suspendeu medidas de cortes de custos que desaceleraram as entregas nas últimas semanas.

“Essas mudanças estão causando grandes atrasos, relatados ao redor do país, ameaçando a eficiência dos Correios e minando nossa democracia”, disse a deputada democrata Carolyn Maloney, autora da lei.

DeJoy afirmou a um comitê do Senado, na sexta-feira, que os Correios entregariam as cédulas eleitorais “com segurança e no prazo” durante a eleição de novembro, mas afirmou que mudanças maiores poderiam acontecer depois disso.

Os democratas insistem que a medida do Congresso é necessária. “Não podemos confiar nesta administração. Ponto final”, disse o presidente do Comitê de Regras da Câmara, Jim McGovern, em uma audiência que estabeleceu os parâmetros para a votação de sábado.

A Casa Branca afirmou na sexta-feira que se opõe fortemente à lei e que recomendaria que Trump a vetasse.

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