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Assessores de Evo Morales chamam acusação de estupro de “guerra suja”

LA PAZ (Reuters) - O ex-presidente da Bolívia Evo Morales foi acusado de ter abusado de uma menor de idade e, embora não tenha respondido formalmente até agora, seus assessores consideram a acusação parte de uma “guerra suja” do atual governo interino, a menos de dois meses das eleições gerais.

Morales, de 60 anos, encara uma denúncia por “estupro e tráfico de pessoas” por ter supostamente mantido uma relação com uma mulher de 16 anos, o que é punível pela lei boliviana.

“O ex-presidente Evo Morales não comentará esta guerra suja do governo criada com fins eleitorais”, disse sua assessoria de imprensa em resposta a jornalistas.

O porta-voz de Morales na Argentina, onde está morando, não respondeu aos pedidos da Reuters por comentários.

Segundo o vice-ministro da Transparência, Guido Melgar, existem fotos, áudios e mensagens que a mulher, atualmente com 19 anos, enviava ao ex-presidente pelo celular.

“Isso sugere que havia uma relação de paixão entre as duas pessoas”, disse. “Segundo a informação que chegou a nós, esta senhorita ia a todos os lugares com Juan Evo Morales quando ele era presidente.”

O governo teve acesso à informação que a mulher guardava em seu celular quando a polícia a deteve junto com sua irmã e um motorista em um veículo declarado como roubado. A jovem estava em prisão domiciliar, mas fugiu para a Argentina, de acordo com relatórios de imigração.

As fotos divulgadas pela imprensa e redes sociais mostram a jovem compartilhando diversas atividades com o ex-presidente e ela também teria estado no México e na Argentina, onde Morales se refugiou após renunciar à presidência em novembro de 2019.

Por Daniel Ramos em La Paz e Eliana Raszewski em Buenos Aires

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