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Melania Trump falará em convenção e democratas questionam legalidade de presença de Pompeo

WASHINGTON (Reuters) - A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, defenderá a reeleição de Donald Trump na segunda noite da Convenção Nacional Republicana nesta terça-feira, e também falará o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em um rompimento com normas que desaconselham atividades político-partidárias do principal diplomata do país.

Primeira-dama Melania Trump na Casa Branca 23/07/2020 REUTERS/Jonathan Ernst

Os republicanos indicaram Trump a um segundo mandato na segunda-feira, dia da abertura da convenção, pintando um retrato desolador dos EUA se o democrata Joe Biden conquistar a Casa Branca em novembro.

Nesta terça-feira, Melania encerrará a programação com um discurso no Jardim Rosado da Casa Branca, em Washington, e Pompeo, que se acredita estar cogitando concorrer à Presidência em 2024, falará de Israel, que visita em meio a uma visita diplomática ao Oriente Médio.

As duas participações renderam críticas dos democratas, que questionam se o uso da Casa Branca --onde Trump fará seu discurso de aceitação no Gramado Sul na quinta-feira-- pode levar a violações da Lei Hatch de 1939, que impede servidores federais de se envolverem em certas atividades políticas.

Pompeo planeja falar de Jerusalém, embora em julho tenha alertado diplomatas que indicados presidenciais não deveriam participar de atividades partidárias, de acordo com um comunicação diplomática não confidencial vista pela Reuters e enviada a todos os postos diplomáticos e consulares dos EUA no exterior.

A vice-gerente de campanha de Biden, Kate Bedingfield, disse que a decisão de Pompeo de fazer um discurso político durante uma missão no exterior é um “uso descarado do cargo para objetivos abertamente políticos” que mina o trabalho essencial sendo feito pelo Departamento de Estado.

“A decisão do secretário Pompeo de servir como menino de recados da reeleição do presidente em uma missão diplomática financiada pelo contribuinte, e sua decisão de usar um de nossos parceiros mais próximos como adereço político nesse ato, é absolutamente vergonhosa”, disse Bedingfield à Reuters.

O Departamento de Estado não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Mais cedo na segunda-feira, uma autoridade da pasta disse ao repórter do grupo que viajava com Pompeo em nome da mídia dos EUA que este falaria na convenção em caráter pessoal.

A campanha de Trump minimizou as queixas sobre o uso de propriedades federais, como a Casa Branca, como palco partidário e disse que fará com que todos os funcionários e participantes cumpram a Lei Hatch. O presidente e o vice-presidente estão isentos da lei, mas poderia haver implicações para os funcionários, dependendo de seu nível de envolvimento.

(Reportagem adicional de Trevor Hunnicutt)

Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759 REUTERS ES

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