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Johnson & Johnson iniciará testes intermediários de vacina contra coronavírus em 3 países europeus

MADRI (Reuters) - A Janssen, uma unidade da Johnson & Johnson, iniciará testes intermediários de sua vacina contra coronavírus na Espanha, Holanda e Alemanha na semana que vem, disse o ministro da Saúde espanhol nesta sexta-feira, uma ampliação dos testes da vacina experimental da farmacêutica norte-americana.

Ministro da Saúde da Espanha, Salvador Illa 20/07/2020 REUTERS/Albert Gea

O teste de fase intermediária durará dois meses e incluirá 550 participantes dos três países, sendo 190 na Espanha, disse Salvador Illa em uma coletiva de imprensa em Madri.

“É um voto de confiança em nosso sistema de saúde”, disse Illa, acrescentando se tratar do primeiro teste de uma vacina contra coronavírus em humanos aprovado na Espanha.

O estudo se concentrará em pessoas saudáveis de 18 a 55 anos, além de pessoas com mais de 65 anos.

A Johnson & Johnson disse em um comunicado que o estudo avaliará a segurança e a capacidade de induzir uma reação imunológica com regimes de uma e duas doses da candidata a vacina.

A Espanha, que tem o maior número de casos de coronavírus da Europa Ocidental, também está trabalhando com a AstraZeneca por meio do programa de aquisição de vacinas da União Europeia para garantir doses suficientes.

O site da J&J diz que, se os testes mais recentes tiverem sucesso, iniciará estudos de estágio avançado nos quais ainda mais voluntários receberão a vacina experimental.

Mais de 150 vacinas em potencial estão sendo desenvolvidas e testadas em todo o mundo para combater a pandemia de Covid-19, e 30 estão na fase de testes em humanos.

Nenhuma vacina foi aprovada ainda, exceto uma na Rússia, mas antes de testes de larga escala.

A J&J está realizando testes nos Estados Unidos e na Bélgica, e nesta semana acrescentou Chile, Argentina e Peru à lista de nações latino-americanas onde planeja realizar testes de estágio avançado em 60 mil voluntários em um estudo que também incluirá Brasil, Colômbia e México.

A vacina em potencial da empresa usa “vetores virais” para gerar reações imunológicas, uma abordagem semelhante àquela adotada pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca em sua vacina experimental, assim como a da chinesa CanSino.

Por Nathan Allen e Jose Elías Rodríguez

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