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Democratas rejeitam visita de Trump a Wisconsin para tratar protestos com "força"

WASHINGTON (Reuters) - Membros do Partido Democrata dos Estados Unidos disseram que o presidente dos EUA, Donald Trump, não deveria visitar a cidade do Wisconsin que foi palco de protestos na semana passada depois que um homem negro foi baleado pelas costas por um policial branco, enquanto o presidente republicano disse que a “força” é o único modo de lidar com os tumultos.

Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em Oshkosh, Wisconsin 17/08/2020 REUTERS/Tom Brenner

Os disparos contra Jacob Blake diante de seus três filhos no dia 22 de agosto transformaram Kenosha, uma cidade de maioria branca ao sul de Milwaukee, no foco mais recente de um verão de manifestações contra a brutalidade policial e o racismo antes da tentativa de reeleição de Trump em novembro.

Trump adotou uma postura rígida contra os protestos raciais, e a Casa Branca disse que ele visitará a cidade do Meio-Oeste na terça-feira, fazendo os democratas temerem um agravamento das tensões.

“Eles concentraram uma convenção inteira na criação de mais animosidade e na criação de mais divisão sobre o que está acontecendo em Kenosha”, disse o vice-governador democrata de Wisconsin, Mandela Barnes, à rede CNN, referindo-se à Convenção Nacional Republicana da semana passada.

“Então não sei como, dado qualquer uma das declarações anteriores que o presidente fez, ele pretende vir aqui para ser útil, e realmente não precisamos disso agora”, acrescentou.

Críticos acusam Trump, que enfrenta o ex-vice-presidente democrata Joe Biden na eleição de 3 de novembro, de tentar exacerbar a violência com uma retórica incendiária, enquanto o presidente vem usando tuítes constantes para pedir “lei e ordem”.

Em um comunicado emitido no domingo, Biden acusou Trump de “incentivar a violência irresponsavelmente”.

“Ele pode acreditar que tuitar sobre lei e ordem o torna forte, mas sua incapacidade de pedir aos seus apoiadores para pararem de buscar conflitos mostra como ele é fraco. Ele pode pensar que uma guerra em nossas ruas é boa para suas chances de reeleição, mas isto não é liderança presidencial, nem mesmo compaixão humana básica”, disse Biden.

Os republicanos acusam prefeitos e governadores democratas de perderem o controle de cidades abaladas por manifestações que tiveram surtos de violência, incêndios criminosos e vandalismo.

A deputada Karen Bass, democrata que preside a frente de parlamentares negros do Congresso dos EUA, disse que uma visita de Trump a Kenosha só elevaria as tensões.

A revolta com o caso Blake desencadeou três noites de tumultos em Kenosha, incluindo confrontos entre manifestantes antirracismo e milicianos armados. Na terça-feira, um adolescente armado com um rifle semiautomático baleou três manifestantes, matando dois deles.

Outro foco é Portland, no Oregon, onde uma pessoa foi morta a tiros na noite de sábado depois de três meses de protestos noturnos na esteira da morte do negro George Floyd sob custódia da polícia de Mineápolis em 25 de maio.

Por Nandita Bose e David Morgan e Michael Martina; reportagem adicional de Arshad Mohammed, David Brunnstrom, Michelle Price e Mike Stone

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