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Seul adota regras de distanciamento mais duras para evitar 2ª onda de coronavírus

SEUL (Reuters) - Centros de ensino particulares fecharam pela primeira vez na capital da Coreia do Sul nesta segunda-feira, e o tráfego estava leve no primeiro dia útil sob regras de distanciamento mais duras concebidas para evitar uma segunda onda de infecções do novo coronavírus.

Mulher usando máscara de proteção dentro de sorveteria em Seul 31/08/2020 REUTERS/Kim Hong-Ji

Na sexta-feira, a Coreia do Sul adotou a medida inédita de restringir a operação de restaurantes, cafeterias e cursinhos na área da grande Seul – igrejas, clubes noturnos e a maioria das escolas publicas já haviam sido fechados.

A decisão foi tomada porque restrições anteriores à circulação não impediram o surgimento de uma onda de focos de coronavírus em igrejas, escritórios, casas de repouso e instalações médicas.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KCDC) relatou 238 casos novos até a meia-noite de domingo, a maioria em Seul e em regiões vizinhas. Foi o 18º dia de aumentos de infecções diárias na casa dos três dígitos.

“O quão minuciosamente implantamos o distanciamento social nesta semana será extremamente importante em nossos esforços para cortar os elos das infecções e controlar a disseminação”, disse o diretor do KCDC, Jeong Eun-kyeong, em uma entrevista coletiva.

Até agora, a Coreia do Sul relatou um total de 19.947 infecções e 324 mortes da Covid-19, a doença respiratória causada pelo coronavírus.

Menos carros e pessoas estavam nas ruas da capital no horário de pico da manhã, já que as empresas incentivaram seus funcionários a trabalharem em casa.

O governo reduziu a presença de servidores nos escritórios, e muitas corporações, como as gigantes tecnológicas Samsung Electronics, LG e SK Hynix, ampliaram ou reinstauraram diretrizes de teletrabalho.

“A empresa o permitiu pela primeira vez porque o número de casos continuava a aumentar”, disse Oh Yun-mi, funcionário de 36 anos de uma empresa de manufatura que nunca havia trabalhado em casa.

Centros de ensino particulares pós-aula que funcionaram normalmente em março, durante a primeira onda de infecções de coronavírus do país, foram interditados.

Existem 25 mil cursinhos em Seul, e nacionalmente três de quatro crianças do primeiro ao 12º grau frequentam tais academias na esperança de melhorar suas perspectivas em um sistema educacional notoriamente competitivo.

Reportagem adicional de Soohyun Mah e Daewoung Kim

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