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Papa pede respeito ao acordo climático de Paris

Papa Francisco durante audiência semanal no Vaticano 23/08/2020 Vatican Media/Handout via REUTERS

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco fez um apelo nesta terça-feira para que os países a combatam o aquecimento global em conformidade com o acordo climático de Paris de 2015, opinando em uma questão que tem peso na corrida presidencial dos Estados Unidos.

A sociedade moderna forçou o planeta para além de seus limites, e o tempo para solucionar uma emergência climática está acabando, disse o pontífice.

“Nossa exigência constante de crescimento e um ciclo infinito de produção e consumo estão exaurindo o mundo natural”, disse Francisco. “Florestas são esgotadas, o solo sofre erosão, os campos não rendem, os desertos avançam, os mares se acidificam e as tempestades se intensificam. A criação está gemendo!”

Ele fez o apelo em uma mensagem emitida no dia em que as igrejas cristãs comemoram o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.

“Precisamos fazer tudo que formos capazes para manter a elevação da temperatura global média abaixo do limiar de 1,5ºC entronizado no Acordo Climático de Paris, pois ir além disso se mostrará catastrófico, especialmente para comunidades pobres de todo o mundo”, disse.

O presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou um processo para retirar seu país --o segundo maior emissor de gases de efeito estufa, só atrás da China-- do pacto que uniu países em prol da mitigação do aquecimento global, dizendo que ele custa caro demais.

Seu desafiante pela Presidência dos EUA, o candidato democrata Joe Biden, disse que recolocará os EUA em um papel de liderança na luta contra a mudança climática, reincluindo a nação em negociações climáticas futuras de maneira assertiva para impulsionar os objetivos do Acordo Climático de Paris.

O papa Francisco disse que a perda de biodiversidade, os desastres climáticos e o impacto desproporcional da pandemia de coronavírus nos pobres e vulneráveis são todos “um chamado para despertar para nossa ganância e consumo desenfreados”.

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