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Polícia de Portland dispersa protesto com granadas de fumaça e prende 19

PORTLAND, Estados Unidos (Reuters) - Protestos voltaram a ocorrer em Portland na madrugada desta terça-feira, quando manifestantes se chocaram com a polícia nas ruas da cidade norte-americana que se tornou um foco da corrida presidencial depois de confrontos às vezes violentos.

Policiais detêm manifestante durante protestos em Portland 24/08/2020 REUTERS/Terray Sylvester

A polícia usou granadas de fumaça e gás de pimenta para controlar a multidão de manifestantes, reconhecendo em um comunicado que agentes “usaram algumas munições de controle de multidões”, e disse que 19 pessoas foram presas, a maioria acusada de praticar conduta desordeira e de interferir com a corporação.

Um número que variou entre cerca de 200 e 300 pessoas se reuniu no centro para marchar até o apartamento do prefeito, Ted Wheeler, para exigir sua renúncia. Elas foram vistas incendiando bancos de madeira e lixeiras de plástico durante a marcha.

A polícia declarou a aglomeração ilegal, e mais tarde a elevou à condição de revolta depois que os manifestantes incendiaram um prédio de apartamentos. A área foi isolada para permitir que os bombeiros reagissem à situação, disse a polícia.

Portland testemunha protestos noturnos desde a morte do negro George Floyd, de 46 anos, em Mineápolis no dia 25 de maio. Centenas de manifestantes foram presos desde que os protestos começaram.

Nas últimas semanas, as tensões entre grupos de esquerda e direita transbordaram no centro.

Apoiadores do presidente Donald Trump convergiram na cidade como contramanifestantes, incluindo um homem que foi baleado fatalmente na noite de sábado. Ninguém foi acusado no caso, mas a polícia está analisando um vídeo de má qualidade do incidente.

A polícia estadual e agentes de subúrbios vizinhos foram enviados a Portland na segunda-feira em reação ao ataque a tiros.

Trump está aproveitando os tumultos civis em Portland e outras cidades para culpar líderes democratas enquanto intensifica seus clamores por “lei e ordem” de olho na eleição presidencial de 3 de novembro.

Seu desafiante democrata, Joe Biden, disse na segunda-feira que é o próprio Trump que está ajudando a atiçar a violência.

Reportagem adicional de Ann Maria Shibu em Bengaluru

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