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CDC da África exorta nações a se unirem à iniciativa de vacina da OMS

NAIRÓBI (Reuters) - Todas as nações deveriam se unir a um esforço mundial para obter e distribuir possíveis vacinas contra o coronavírus em todo o globo, disse o chefe da agência de controle de doenças da África nesta quinta-feira.

Diretor do CDC da África, John Nkengasong 11/03/2020 REUTERS/Tiksa Negeri

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que 76 nações ricas já se comprometeram a participar de uma alocação global de vacinas contra a Covid-19 coliderada pela OMS que almeja ajudar a comprá-las e distribuí-las de forma justa.

Mas os Estados Unidos disseram que não se unirão à iniciativa, chamada de Covax, devido à objeção do governo do presidente Donald Trump ao envolvimento da OMS.

“Estamos nisto juntos. Nenhum país estará seguro se qualquer outro país do mundo ainda tiver casos de Covid”, disse John Nkengasong, chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (África-CDC), sediado em Adis Abeba, em uma coletiva de imprensa virtual.

A Covax pretende obter e entregar dois bilhões de doses de vacinas aprovadas até o final de 2021. Atualmente, ela tem nove candidatas a vacinas contra a Covid-19 em seu portfólio, que emprega uma variedade ampla de tecnologias e abordagens científicas.

Algumas já estão em testes clínicos de estágio avançado e podem ter dados disponíveis até o final do ano.

A iniciativa é coliderada pela Gavi, a OMS e a Coalizão de Inovações para a Prontidão Epidêmica (Cepi), e foi concebida para desestimular governos nacionais a acumularem vacinas contra a Covid-19 e se concentrar em vacinar primeiro as pessoas mais ameaçadas de cada país.

Através da União Africana, a África desenvolveu um plano para ter acesso a vacinas contra a Covid-19 quando elas se tornarem disponíveis, explicou Nkengasong, acrescentando que o continente também terá conversações com a Covax, indo além das negociações com nações individuais como a China.

O continente tem se saído melhor do que o esperado, disseram especialistas de saúde e autoridades governamentais africanas, durante a primeira onda da pandemia, que começou em março.

O número de casos novos caiu 11% nas últimas quatro semanas, disse Nkengasong, acrescentando que as recuperações estão em 80% das infecções relatadas no continente até agora, que somam 1,26 milhão.

“Estamos vendo uma curva epidemiológica que está ou se estabilizando ou decrescendo, o que representa um sinal de esperança”, disse ele, acrescentando que o quadro pode não estar inteiramente claro devido à quantidade inadequada de exames.

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