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EXCLUSIVO-J&J busca um terço de voluntários para teste de vacina contra Covid-19 na América Latina

SANTIAGO (Reuters) - A Johnson & Johnson buscará 20 mil voluntários para testes de estágio avançado de sua vacina experimental contra coronavírus em humanos na duramente atingida América Latina, um terço do total global planejado, disse um de seus chefes de saúde pública na região.

Logo da Johnson & Johnson na Bolsa de Valores de Nova York 17/09/2019 REUTERS/Brendan McDermid

Josue Bacaltchuk, vice-presidente de assuntos médicos para a América Latina da Janssen, a unidade belga da J&J que está desenvolvendo o protótipo da vacina, disse que os países que sediarem os testes provavelmente também terão acesso preferencial a vacinas assim que estiverem prontas.

“Acreditamos que a maioria será no Brasil, porque é o maior país e também o mais afetado pela pandemia, então acreditamos em muita gente se candidatando, mas também acreditamos em números altos na Colômbia e na Argentina”, disse Bacaltchuk.

“A empresa tem a intenção de priorizar os países que contribuírem para o desenvolvimento da vacina e que terão pacientes participando dos testes, sim”, acrescentou ele em uma entrevista concedida à Reuters na quinta-feira.

A vacina da J&J é uma de mais de cem sendo desenvolvidas em todo o mundo em reação à pandemia de coronavírus, que já infectou quase 26,5 milhões de pessoas e causou aproximadamente 869.323 mortes. A América Latina se tornou o epicentro da pandemia.

A farmacêutica está realizando testes nos Estados Unidos e na Bélgica, e acrescentou Chile, Argentina e Peru a uma lista de países latino-americanos em que planeja realizar testes de estágio avançado, juntamente com Brasil, Colômbia e México.

Seus testes em todo o mundo incluirão 60 mil voluntários.

Todos os países da América Latina têm números de infecção altos, o que os torna atraentes como locais de testes de desenvolvedores de vacinas, já que é mais fácil obter resultados de testes em áreas com taxas altas de transmissões e infecções ativas.

Bacaltchuk disse que a decisão de disseminar os testes de maneira tão ampla foi motivada em parte pelo desafio de obter quantidades suficientes de voluntários em uma região repleta de outras farmacêuticas que realizam testes de seus próprios protótipos.

“Acho que este é um risco em potencial, e é por isso que estamos indo a um número de centros que é maior do que as outras empresas para cobrir geografias que não são cobertas por outros estudos”, explicou.

Ele disse que a reação dos voluntários da região tem sido “bastante positiva”, o que ele espera que se mantenha.

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