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Grandes empresas dos EUA criam incentivos para funcionários votarem na eleição de novembro

(Reuters) - Grandes empresas dos Estados Unidos estão tentando facilitar o que se espera que seja uma eleição presidencial caótica em 3 de novembro. Twitter e Apple estão dando tempo livre aos trabalhadores remunerado para ir às urnas. A Starbucks e a Gap estão pedindo aos empregados que sejam voluntários nas assembleias de voto locais.

Botons com incentivo à votação na Filadélfia. 2/6/2020. REUTERS/Rachel Wisniewski

Quase 800 empresas, incluindo a Nike, a farmacêutica Abbot e a empresa de tecnologia Qualcomm estão participando de um grupo de ativistas bipartidários, que incentiva empresas a darem pelo menos algumas horas para votar.

O presidente-executivo da Starbucks, Kevin Johnson, disse no mês passado que as iniciativas são parcialmente motivada por preocupações com a supressão do eleitor negro. A Starbucks também está pedindo a seus mais de 200 mil funcionários nos EUA que se registrem para votar a partir de seu aplicativo móvel.

“Sabemos que existem barreiras, principalmente nas comunidades negra e parda em todo o país, que contribuem para o racismo sistêmico e exigem maior acesso e proteção do eleitor”, disse Johnson em um memorando.

As regras que garantem folga para os trabalhadores votarem variam em cada Estado. Em Nova York, os trabalhadores podem receber até duas horas para votar, mas podem ser solicitados a avisar com antecedência. No Alabama, os trabalhadores recebem uma hora sem remuneração.

“Votar é sempre importante, mas o grau de polarização partidária este ano parece ser extraordinariamente alto. Isso também torna as apostas da eleição excepcionalmente altas”, disse Jonathan Entin, professor de ciência política da Case Western Reserve University.

Polêmicas sobre a expansão do voto por correspondência em meio à pandemia ameaçam complicar o processo político, onde mais de um terço dos eleitores registrados devem fazê-lo por correio ou votar pessoalmente, de acordo com uma pesquisa publicada em agosto pelo Democracy Fund + Projeto UCLA Nationscape.

O presidente Donald Trump por meses protestou contra a votação pelo correio, citando preocupações infundadas de fraude. Na semana passada, ele encorajou os apoiadores a votarem duas vezes, uma por correio e outra pessoalmente, aumentando a confusão antes do dia da eleição.

Quase metade dos eleitores temem dificuldades para votar nas eleições presidenciais dos EUA, de acordo com uma pesquisa eleitoral da Pew Research.

Empresas como Tiffany, Levi Strauss e Walmart ofereceram folga remunerada ou horários flexíveis aos trabalhadores.

Empresas, incluindo Kraft Heinz e Target criaram sites para orientar funcionários sobre como se inscrever para votar e aprender sobre os candidatos em parceria com a Liga das Mulheres Eleitoras e a Associação Nacional de Fabricantes.

Vários Estados alertaram nos últimos meses que podem não ter funcionários eleitorais suficientes. Em resposta, empresas como Target, Gap e Amazon.com ofereceram licença remunerada no esforço para tentar inscrever 350 mil voluntários. Prevê-se que os locais de votação não tenham voluntários, uma vez que os idosos que apresentam maior risco de infecção por Covid-19 costumam ocupar os locais e devem ficar em casa.

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