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Índia e China se acusam de disparar para o ar em fronteira

Um avião de transporte Globemaster C-17 da Força Aérea Indiana sobrevoa montanhas em Leh, na região de Ladakh, em 8 de setembro de 2020. REUTERS/Stringer

NOVA DÉLHI/PEQUIM (Reuters) - Índia e China se acusaram mutuamente de disparar para o ar durante um novo confronto em sua fronteira no oeste dos Himalaias, em uma nova escalada de uma tensão militar entre os vizinhos detentores de armas nucleares.

Centenas de tropas estão frente a frente ao longo da remota fronteira, que em junho testemunhou um combate físico que matou 20 soldados indianos.

Os dois lados vêm respeitando um protocolo de longa data contra o uso de armas de fogo na divisa sem demarcação, mas esse acordo não evitou baixas.

Na noite de segunda-feira, tropas do Exército de Libertação Popular (ELP) da China tentaram se aproximar de uma posição indiana avançada na Linha de Controle Efetivo (LCE), a fronteira de facto, no setor de Ladakh, disse o Exército indiano em um comunicado.

“E, quando dissuadidas pelas próprias (tropas indianas), as tropas do ELP dispararam alguns tiros para o alto na tentativa de intimidar nossas tropas”, disse o Exército em um comunicado emitido nesta terça-feira, acrescentando que o lado indiano agiu com moderação.

“Em nenhum momento o Exército indiano transgrediu a LCE ou recorreu ao uso de quaisquer meios agressivos, incluindo disparar.”

Mas a China disse que os indianos violaram a fronteira informal pela margem sul do lago Pangong Tso, onde a tensão está aumentando há mais de uma semana.

O Ministério chinês das Relações Exteriores disse que soldados indianos cruzaram a LCE ilegalmente e que foram os primeiros a fazer disparos.

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