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Militantes islâmicos matam ao menos 53 no leste do Congo, dizem autoridades

Soldado da República Democrática do Congo em Bangui 12/02/2014 REUTERS/Luc Gnago

BENI, República Democrática do Congo (Reuters) - Militantes islâmicos mataram pelo menos 53 moradores na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, nesta semana, disse uma autoridade local nesta quinta-feira.

As autoridades atribuíram os ataques de terça e quarta-feira às Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo armado de Uganda ativo no leste do Congo desde os anos 1990.

A milícia já matou mais de 1.000 civis desde o início de 2019, de acordo com números da ONU, apesar das repetidas campanhas militares destinadas a destruí-la.

Na noite de terça para quarta-feira, os combatentes das ADF atacaram as vilas de Tsabi e Tondoli, cerca de 120 km ao sul da cidade de Bunia, segundo autoridades.

Etienne Babawela, chefe de uma vila local, disse que 53 corpos foram encontrados até agora.

“Não sabemos quantas mortes haverá amanhã”, afirmou ele. “É como se eles tivessem muito tempo na terça e na quarta-feira enquanto estavam matando pessoas.”

A Organização das Nações Unidas afirma que a violência atribuída às ADF disparou desde o início do ano, após o lançamento de uma campanha militar em grande escala. Em resposta, a ADF abandonou suas bases, se dividiu em grupos menores e mais móveis e partiu para vingança contra civis.

Reportagem de Erikas Mwisi Kambale

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