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Pesquisadores testam versões inaladas de possíveis vacinas contra Covid-19 de Oxford e Imperial College

LONDRES (Reuters) - Versões inaladas de candidatas a vacinas contra Covid-19 da Universidade de Oxford e do Imperial College serão testadas para se determinar se induzem uma reação imunológica localizada no trato respiratório, disseram pesquisadores britânicos nesta segunda-feira.

24/06/2020 REUTERS/Amanda Perobelli

As vacinas da Oxford e do Imperial College estão sendo usadas em testes com injeção intramuscular, mas cientistas do Imperial disseram que existe a possibilidade de as vacinas via inalação produzirem uma reação mais especializada.

Chris Chiu, do Departamento de Doenças Infecciosas do Imperial, disse haver indícios de que vacinas contra gripe administradas via spray nasal podem proteger da doença e reduzir sua transmissão.

“Estamos determinados a explorar se este também pode ser o caso do SARS-CoV-2 e se administrar vacinas contra Covid-19 pelo trato respiratório é seguro e produz uma reação imunológica eficiente”, disse ele em um comunicado.

Os testes da vacina da Oxford, que foi licenciada para a AstraZeneca, foram retomados no final de semana depois que agências reguladoras de segurança lhes deram sinal verde --testes de estágio avançado haviam sido interrompidos por causa do adoecimento de um participante no Reino Unido.

“Já mostramos que a (vacina da Oxford) ChAdOx1 nCoV-19 (AZD1222) é segura e induz reações imunológicas fortes após uma injeção intramuscular”, disse Sarah Gilbert, da Universidade de Oxford.

“Administrar a vacina pelo trato respiratório ao invés disso pode ser uma boa abordagem para induzir reações imunológicas no melhor lugar para possibilitar uma reação rápida após uma exposição ao vírus pelo ar”.

A vacina do Imperial também está em testes clínicos, mas em um estágio anterior.

Nos novos testes, voluntários receberão vacinas em aerossol por meio de um nebulizador que as administrará em gotículas através de um bocal. No total, trinta pessoas serão recrutadas para os testes.

Estudos anteriores levam a crer que pode ser necessário usar doses mais baixas do que as de injeções intramusculares para se obter uma proteção, disseram os pesquisadores do Imperial.

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