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Mais de 50 ex-autoridades de Segurança Nacional dos EUA ligadas ao Partido Republicano apoiam Biden

Candidato democrata à Presidência dos EUA, Joe Biden, em campanha eleitoral na Pensilvânia 30/09/2020 REUTERS/Mike Segar

LOS ANGELES (Reuters) - Mais de 50 ex-autoridades de Segurança Nacional dos Estados Unidos ligadas ao Partido Republicano endossarão o candidato presidencial democrata Joe Biden nesta quinta-feira, unindo-se a uma de várias organizações republicanas que se opõem à reeleição do presidente Donald Trump.

O grupo, chamado Ex-Autoridades de Segurança Nacional Republicanas por Biden, foi criado em agosto com 70 membros. As novas demonstrações de apoio elevarão para quase 130 o número de indivíduos que romperam publicamente com o presidente republicano, incluindo sete que trabalharam em seu governo, disseram pessoas a par da iniciativa.

Outros ocuparam cargos de alto escalão na defesa e na segurança nos governos dos presidentes republicanos Ronald Reagan, George H.W. Bush e George W. Bush.

Entre os 56 filiados novos apoiando Biden estão Greg Brower, ex-diretor-assistente do FBI; Larry Pfeiffer, ex-chefe de gabinete da CIA, e Alden Munson, ex-vice-diretor de Inteligência Nacional.

O grupo começará a publicar anúncios de jornal de página inteira nesta quinta-feira em sete Estados-chave que ajudarão a decidir a eleição de 3 de novembro: Pensilvânia, Michigan, Wisconsin, Flórida, Arizona, Carolina do Norte e Texas, disse uma pessoa envolvida na iniciativa.

O anúncio acusa Trump de não estar apto a servir como presidente e de ter falhado com o país em sua reação à pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 200 mil pessoas nos EUA e desencadeou uma retração econômica grave.

O grupo também veiculará um anúncio de televisão durante o programa Fox & Friends, que se sabe que Trump assiste. Nele, Michael Leiter, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, acusa Trump de tornar os EUA menos seguros por causa de seu desprezo pelos fatos, por suas críticas a autoridades de inteligência do país e por sua humilhação de aliados de Washington.

Elizabeth Neumann, ex-secretária-assistente para a prevenção de ameaças do Departamento de Segurança Interna do governo Trump que se uniu ao grupo de ex-autoridades de Segurança Nacional que endossou Biden em agosto, disse que a recusa de Trump de repudiar inequivocamente os supremacistas brancos durante o debate presidencial de terça-feira reforçou a crença de seus membros de que ele precisa ser derrotado em novembro.

A campanha de Trump descreveu grupos pró-Biden liderados por republicanos como ex-autoridades ressentidas “tentando derrubar o presidente dos Estados Unidos devidamente eleito”. No ano passado, Trump se referiu aos “Republicanos Trump Jamais” no Twitter como “escória humana”.

Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759 REUTERS ES

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