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Republicanos mantêm pressão para confirmar indicada à Suprema Corte, apesar de Trump estar com Covid-19

Juíza Amy Coney Barrett, em Washington 29/9/2020 Demetrius Freeman/Pool via REUTERS

WASHINGTON (Reuters) - Os republicanos do Senado dos Estados Unidos disseram nesta sexta-feira que vão pressionar pela manutenção do processo de confirmação de Amy Coney Barrett para uma vaga na Suprema Corte dos EUA, apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter obtido um teste positivo para a Covid-19, e as audiências no Comitê Judiciário da Casa seguem marcadas para começarem em 12 de outubro.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnnell, disse que o Senado seguirá adiante com a confirmação de Barrett. Trump, que também é republicano, pediu que o Senado aprove a indicação de Barrett, uma juíza federal de apelações, feita por ele até a eleição presidencial de 3 de novembro. Se confirmada, a chegada dela à Suprema Corte formará uma maioria conservadora de 6 votos a 3 no tribunal.

“Acho que podemos prosseguir. Nosso maior inimigo, obviamente é... o coronavírus, manter todos saudáveis, bem e posicionados para fazermos nosso trabalho”, disse McConnell a um programa de rádio.

“Á frente e a todo vapor”, disse um assessor do presidente do Comitê Judiciário. Lindsay Graham, quando indagado se o cronograma que prevê o início das audiências em 12 de outubro seria alterado.

Esse assessor acrescentou que Graham conversou com Trump na manhã desta sexta e que a primeira coisa que o presidente perguntou foi sobre os planos do Senado para a confirmação de Barrett.

Barrett, que se reuniu com Trump pela última vez no sábado, teve teste negativo para o coronavírus e está seguindo as orientações do governo sobre distanciamento social e outras melhores práticas, de acordo com uma autoridade da Casa Branca. O encontro dela com Trump aconteceu quando o presidente a indicou e, desde então, ela tem se reunido com senadores no Congresso dos EUA acompanhada do vice-presidente, Mike Pence, que também teve teste negativo.

McConnell descreveu a decisão do Senado sobre aprovar ou não a indicação de Barrett como sendo “frontal e central para o povo americano” e disse que a Casa deve agir após uma recomendação do comitê no dia 22 de outubro. Os republicanos controlam o Senado com uma maioria de 53 a 47 e a aprovação da indicação de Barrett parece estar assegurada, apesar da oposição dos democratas.

Os democratas afirmam que o nome a ocupar a vaga atualmente aberta deve ser indicado pelo vencedor da eleição presidencial, uma opinião partilhada pela maioria dos norte-americanos em pesquisas recentes de opinião.

Em 2016, McConnell se recusou a analisar a indicação à Suprema Corte feita pelo então presidente democrata, Barack Obama, afirmando que tal ação não deveria ser feita durante um ano eleitoral.

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